segunda-feira, 16 de maio de 2011

Prodígio - Lucciano Pizzichini

Olá galera!

Estou aqui para falar de mais uma fera das seis cordas, Lucciano Pizzichini. Guardem bem esse nome, pois com certeza você ainda irá ouvir falar muito nele.

Nascido em Buenos Aires no dia 14 de março de 2000, Lucciano saiu cedo da capital "hermana", tendo apenas 11 meses de idade. Com 2 anos de idade Lucciano ganhou o primeiro violão de seu pai, o músico Adrian Pizzichini. O instrumento que foi feito especialmente para o garoto tinha apenas uma corda, e Adrian colou adesivos na escala afim de que Lucchy (como é chamam hoje em dia) memorizasse mais facilmente as notas. Os resultados foram incríveis, o menino tinha mesmo jeito para a coisa.
Com três anos de idade começou a ler peças clássicas (talvez isso aconteceu, pelo fato de que quando ainda nem havia nascido seu pai Adrian colocava fones de ouvido perto da barriga de sua mãe onde tocavam Beatles, Pat Metheny Group, entre outros)

Um ano depois, iniciou formalmente a ler métodos de guitarra. Aos 6 anos concluiu o primeiro método de guitarra da Berklee College.
“Nós estávamos no sul de Miami em um restaurante, depois de ter levado sua mãe ao dentista. Nesse restaurante, havia um palco vazio e Lucchy subiu lá e começou a tocar, e as pessoas adoraram!” diz Adrian Pizzichini. Então eles começaram a tocar em praças e avenidas. Duas pessoas (pai e filho) atraindo multidões de pessoas.

Com sete anos já estava se apresentando em programas de televisão na presença de um de seus maiores ídolos, Carlos Santana, e o interessante foi que o menino não ficou com medo de tocar na frente de Santana, o que o deixou impressionado. Para se ter uma idéia do talento do gurí, a Gibson Guitar's já patrocina Lucciano.

A um tempo atrás eu estava em casa mexendo em meu computador vi esse vídeo postado pelo meu amigo e professor de guitarra Léo (abraço cara, saudades) que tinha comentado que imaginava o que aconteceria quando o garoto descobrisse as outras cordas.

Surpresa Léo, o carinha já descobriu!





sábado, 14 de maio de 2011

Resenha - Killers - Iron Maiden

Duos de guitarra sempre me fascinaram, e a primeira banda que me vem a mente quando penso nesse quesito é com certeza a Donzela de Aço. Não posso dizer que foi a primeira dupla de guitar's que ouvi, pois Izzy e Slash já estavam em minha mente, porém após me deparar com o som pesado e cortante de Dave Murray e Adrian Smith comecei a enxergar essa forma de fazer rock de um jeito diferente.



Em 02 de Fevereiro de 1981 era lançado o segundo álbum da banda britânica Iron Maiden, na época a banda era formada por Paul Dianno (vocal), Dave Murray, Adrian Smith (guitarra), Steve Harris (baixo), Clive Burr (bateria). Totalmente diferente do álbum de estreia que tinha uma pegada mais voltada para o punk (uma faceta frequentemente citada como um passo importante para o surgimento do que viria ser o "thrash metal" anos depois). Todas as músicas foram escritas quase exclusivamente por por Steve Harris, contando com apenas algumas pequenas intervenções do restante da banda, que havia substituído a pouco o antigo guitarrista Dennis Stratton pelo promissor e talentoso Adrian Smith, que em minha opinião, além do fato de Harris ser o compositor mor, foi um dos grandes responsáveis pela mudança do som da banda. Como já havia dito no post anterior, o som da guitarra de Smith se entrelaça perfeitamente com os ligados furiosos de Dave Murray, e esse disco de “estreia” mostrou o quão promissora seria essa dupla que se tornaria lendária na história do heavy metal.



O disco começa com a instrumental The Ides of March. O ritmo a lá cavalgada (o qual se tornaria uma das maiores características da banda, fazendo parte de quase todas as composições de Harris no disco) com guitarras gritantes em dueto e um timbre de fazer arrepiar os cabelos do dedão do pé esquerdo.

Wrathchild é a próxima paulada, música essa é a única do álbum que é tocada regularmente, aparecendo em quase todas as turnês do Maiden. Inclusive foi destaque também no game Guitar Hero Encore: Rock's the 80s. No início o baixo de Steve "come solto" com as guitarras avassaladoras de Adrian e Dave despejando bends poderosos entre as estrofes. Os riffs dos finais das frases são executados por toda a banda, o que da ainda mais potência essa faixa.


O início calmo de Murders in the Rue Morgue prepara uma combinação muito legal entre as guitarras, batera e baixo. Ela é baseada na história de mesmo nome de Edgar Allan Poe. "Rue Morgue" é o nome fictício de uma rua em Paris, que se traduz como "Rua da casa dos mortos", no entanto, a única referencia para a história na música é quando duas meninas são encontradas mortas. Quando ouço essa música tenho a impressão de estar ouvindo Deep Purple, acho muito parecido o estilo que são tocados os riffs e a maneira que o vocal é executado. Mas pode ser apenas viagem minha neh? Rsrs.

Another Life "chama para a guerra" rugindo os tambores da batera de Clive e trazendo um solo venenoso logo de cara. Os trutas das seis cordas abusam dos duetos, e é muito interessante a mudança de ritmo que a música traz antes de um solo carregado de delay.

Genghis Khnan é outra faixa instrumental o que me faz curtir esse disco ainda mais. Palhetadas alternadas e frases cheias de echo caracterizam essa faixa. Sem contar aquele finalzinho onde todos vão diminuindo o ritmo gradativamente, é inconfundível!


Innocent Exile traz em minha humilde opinião, o melhor solo do álbum, pois é o que mostra mais explicitamente a diferença da pegada e técnica dos dois guitarristas, é muito legal e perceptível quando termina a parte de um e começa a do outro.

O trabalho das guitarras alternando entre solos e bases com os gritos de Paul ao melhor estilo Motorhead indicam o início da faixa homônima do disco. Frases com guitarras meio que robotizadas dão uma cara diferente na tradicional cavalgada, o solo tem ligados furiosos e arrepiantes, essa merece atenção especial.

Mais puxado para uma balada de hard rock, Prodigal Son é daquelas de escutar no carro, tem uma introdução com acordes arpejados e uma melodia cativante, porém não tem nada de inofensiva, os solos são harmoniosos e bem trabalhados, o vocal mostra o timbre agressivo e bem definido de Paul, o que faz com que os puristas sintam saudade e lamentem o fato dele ter sido demitido pelo grupo devido a problemas com sua performance de palco pois o vocalista estava enfrentando problemas sérios com o uso de álcool e cocaína.

Achei Purgatory meio "mais do mesmo", apesar de manter uma pegada legal, não me chamou muita atenção.

Drifter tem um timbre poluído e instigante, mas assim como a faixa anterior não apresenta muita coisa nova, a não ser o solo que tem uma caída abrupta de ritmo e uma melodia legal de ser ouvida.

Um disco que pode ser olhado como o divisor de águas no estilo musical daquela que é para muitos (inclusive para mim) uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos.

Up The Irons!!!




quarta-feira, 11 de maio de 2011

Teste - Jackson Adrian Smith Signature

A um tempo atrás criei uma enquete no blog com a seguinte pergunta: Uma guitarra signature vale a pena? A resposta mais votada foi a que dizie que valia sim a pena, pois as guitas signatures já vem bem equipadas de fábrica e na maioria das vezes tem um visual muito interessante.
Particularmente gosto de guitarras signature, porém, nenhum instrumento me chamou tanto a atenção quanto a Jackson Adrian Smith.
Nunca "me encontrei" com esse modelo, mas nosso "camarada" Jaques Molina fez um review muito legal sobre ela, e hoje quero compartilhar com meus camaradas do ATG.

Adrian Smith e Dave Murray se completam desde os tempos do álbum Killers (próxima resenha do ATG), justamente por terem personalidade e estilos bem distintos entre sí, algo nitidamente expresso em suas guitarras. Enquanto Murray sempre era visto única e exclusivamente com sua Fender Stratocaster, Smith fazia questão de estar sempre experimentando algo diferente. Podia ser visto com uma Gibson LesPaul, algumas Ibanez com o formato semelhante às Explorer ou ainda alguma outra marca diferente, como a Lado. O lance dele sempre foi inovar em matéria de guitarras. A Jackson sempre teve esse profundo desejo de inovação em seus modelos, e o espírito inovador de ambos casou perfeitamente. A Jackson Adrian Smith talvez seja a guitarra da marca que menos pareça com uma jackson típica. Talvez por causa do headstock estilo Fender, que faz com que seja mais semelhante a uma Charvel. Mas trata-se de uma Jackson exclusiva, com tudo que a marca possui de melhor em termo de performance e construção.

A Jackson Adrian Smith é derivada do modelo Dinky San Dimas. Possúi corpo de alder idêntico ao de uma Stratocaster, com escudo, mas com o jack de saída situado na lateral. A guitarra do teste situado na lateral. A guitarra do teste era branca com escudo branco de uma camada, combinação relativa à versão com escala de ébano (existe outra versão com o escudo preto e escala de maple). Apresenta todos os componentes pretos, inclusÍve os pickups. Na ponte, ela tem um DiMarzio Super Distorcion (F-spaced). No meio e no braço, dois Fender Samarium Cobalt Noiseless. Conta com trêmulo Floyd Rose original, instalado quase rente ao corpo, e tarraxas Gotoh. Tem apenas dosi knobs (um de volume e outro de tonalidade) e chave de cinco posições. O braço é de maple, com tensor colocado pela parte de trás, como se fosse um braço de uma peça de maple, apesar da escala de ébano com 22 trastes jumbo. A escala é bastante plana, como não poderia deixar de ser em uma Jackson, e as marcações de bolinha são de abalone. O braço tem shape bem achatado e confortável, principalmente para quem apoia o polegar na parte de trás do braço, e possui um empecáveal acabamento acetinado, em um contraste bem interessante com o verniz aplicado na parte frontal do headstock, que apresenta um enorme logo Jackson em preto e a assinatura de Adrian Smith na extremidade. O detalhe mais marcante é o acabamento conferido às laterais da escala, realmente fantástico, pois a quina da escala é microscópicamente arredondada de maneira extremamente perfeita e high-tech, causando a sensação de que é um braço bem amaciado, como se tivesse sido utilizado por 30 anos. É sensacional! Nem precisaria falar do acabamento geral dos trastes, que é impecável. O modelo vem acondicionado em um case retangular de fibre com um enorme logo Jackson.

A escala de ébano talvez seja responsável pelo brilho incrível de seus sons, sempre somando a um calor interessante de médios e graves. O DiMarzio Super Distorcion é o pickup oficial de ponte de ambos os guitarristas, ou seja, peso e punch garantidos, mas na Jackson ele assume um som um pouco mais grave, mais igualmente cortante. Os Pickups Fender SCN são muito legais também, pois conseguem conviver sem problemas com as mesmas doses de drive utilizadas com o Super Distorcion. Para timbres clean, quase sempre a cargo de Adrian Smith nas músicas do Maiden, os SCN reinam absolutos, com brilho e ataque quase idênticos aos de single-coils convencionais, e zero chiado. O single do meio é um tanto supérfluo, principalmente em uma guitarra para metal, mas o braço produz um timbre maravilhoso para solos um pouco mais bluseiros. Mas essa guitarra é uma arma afiadíssima de metal, nunca se esqueça disso.





terça-feira, 10 de maio de 2011

Entrevista - Frank Gambale

"Sempre me ví mais como um músico e não somente como guitarrista", diz Frank Gambale. "Muitos ficam satisfeitos em apenas tocar apenas seus licks de blues - mas eu não. Não me encaixo na 'regra'. "Gosto de encontrar soluções radicais e musicais na guitarra". A maior solução de gambale foi levar o sweep picking a níveis nunca imaginados. Ele lançou livros e vídeos didáticos que tornaram seu nome sinônimo desta técnica.

O guitarrista também criou uma nova afinação chamada Gambale (A,D,G,C,E,A, do grave ao agudo), que facilita a execução de aberturas de acordes do tipo cluster - como as de piano -, que ele diz serem quase impossóveis de se fazer em uma guitarra em afinãção padrão. Seu álbum de 2004, Raison D'Etre, mostrou a afinação Gambale. O músico ainda lançou mais de 20 álbuns-solo e foi membro de vários grupos importantes, incluindo a Alektric Band de Chick Corea e o Vital Information. Seu mais recente trabalho-solo. Natural Selection, traz o guitarrista em uma veia um pouco mais suave, com um timbre jazzistico limpo e quente e sem a presença de bateria. Darrin Fox da Guitar Player Americana conversou com o virtuose.

GP: Escutei Natural Selection algumas vezes até perceber que não havia bateria no disco.
Adoro bateria e trabalhei com alguns dos melhores bateristas do mercado. Mas a música atual, especialmente pop e jazz, têm baterias sonoramente muito pesadas. Por exemplo, coloque um CD de rock moderno ou de Jazz no volume máximo - tudo o que você vai ouvir é a bateria! Ela pega uma quantidade enorme do espectro de áudio. Em Natural Selection, eu queria que a guitarra, o baixo e o piano tivessem mais espaço na música.

GP: Se timbre é limpo por todo o disco.
Gosto de guitarra distorcida e vou voltar a ela em breve, mas, para este disco, eu quis um som limpo e sem efeitos. Usei uma guitarra jazz Yamaha AES1500 com um jogo de cordas lisas (flatwounds) D'Addario Chrome 0.10. Pluguei a guitarra em uma amplificador ERA, feito na Alemanha. Para jazz, as cordas lisas possuem o melhor som. Para meus ouvidos, as cordas com cobertura arredonda soam erradas em uma guitarra de jazz. Elas não possuem a quantidade certa de ataque.

Você usou a afinação Gambale no disco?
Não. Essa afinação é particularmente designada para tocar chord melody, e não improvisações lineares, que é o que faço no novo álbum. Ao vivo, no entanto, toco uma double-neck e assim posso ter ambas as afinações disponíveis. A afinação foi uma revelação. Eu tinha desistido de fazer clustersharmonicamente densos na guitarra porque eram uma impossibiliade física. Mas eu estava brincando com um programa de afinação Nashiville em um Roland VG-88 alguns anos atrás e tive a ideia de desenvolver essa afinação, na qual a guitarrainteira é afinada uma quarta acima, mas as duas cordas agudas estão uma oitava abaixo.

GP: Que espessura de cordas você usa nessa afinação.
Utilizo um jogo com espessura .010 nas quatro cordas graves, começando pela corda A. Para as duas cordas agudas, uso as cordas D e G de um jogo .009. Portanto, as espessuras sâo .036, .026, .017, .013, .024 e .016. A vantagem dessa afinação é que você pode tocar os mesmos desenhos com os quais você está acostumado, diferentemente de uma afinação alternativa como D aberto ou DADGAD, nas quais os desenhos em afinação padrão não servem mais para nada e você tem que reaprender tudo. em minha afinação, você toca, digamos, um desenho de acorde de D, ele ainda é uma tríade maior.

GP: Você acha que a associação de seu nome com o sweep picking às vezes faz sombra para sua música?
Sim, fico frustrado quando as pessoas pensam somente como um tecnico e desprezam o conteúdo músical. Nunca pratiquei apenas técnicas. O sweep picking foi uma evulção nascida do desejo de tocar licks de outros instrumentos, como o piano e o saxofone. A música é o objetivo número um - é sagrada - e não se resume aos seus aspectos técnicos. dediquei grande parte da minha vida explorando todas as possibilidades do sweep picking, portanto, entendo por que as pessoas chegam para mim para falar de técnica. Para mim, o sweep picking quebrou algumas barreiras físicas da guitarra. Posso tocar em qualquer velocidade, sem limites. A analogia que uso é a seguinte: quando você esta tocando rápido com palhetada alternada, é como um carro com somente com quatro marchas percorrendo uma estrada a 100 Km\h, acelerando bastante e chacoalhando; fazer sweep é como ter uma quinta ou sexta marcha, avançando rápido e sem difículdade.

GP: O que você considera o maior problema com a técnica de outros guitarristas?
Os maiores problemas em adquirir velocidade acontecem por não segurarem a palheta no ângulo correto e usar uma palheta pesada demais. Se a palheta for pesada demais, é como andar de carro sem amortecedores - o plástico deve flexionar um pouco e absorver um pouco de ataque. É também importante manter a palheta em um ângulo de 45 graus. Dessa maneira, há menos resistência entre a corda ea palheta. Não existe nada natural em segurar uma guitarra. Quando você segura, o seu braço fica sobre a guitarra em um ângulo de 45 graus, então essa é a posição mais natural. Quando você coloca uma palheta na mão, é importante manter esse ângulo em relação às cordas.

GP: Você experimenta diferentes palhetas?
Sim, descobri que palhetas maiores, são mais ergonômicas. Elas se encaixam melhor na parte superior do dedo indicador, proporcionando mais estabilidade. Durante quase 35 anos, usei palhetas heavy D'Addario/Planet, mas eles pararam de fabricá-las. Ela tem uma curva suave, como o lado arredondado de uma palheta de gota padrão, mas possui uma curvatura nos três lados, então é como se fossem três palhetas em uma.

GP: Você costumava dar aulas no Musician's Institute, em Los Angeles, e criou o curso de guitarra do LA Music Academy. Os jovens guitarristas de hoje são diferentes daqueles dos anos 80?
Considero-me uma pessoa sem formação acadêmica, mas estudei sozinho e consegui me destacar. Eu não ia bem nas aulas de música no colégio. Não preciso de um diploma para saberem que sei tocar. Parei de dar aulas no LA Music Academy há dois anos. A administração me disse que os estudantes estavam reclamando que o curso era difícil demais. Mas será que eles realmente estudavam o material? Se estudassem, poderiam aprender alguma coisa. Mas, como a maioria das escolas, o LA Music Academy é um negócio e sua preocupação por uma educação melhor vem depois de suas preocupações financeiras. Eu diluí o curso uma vez, mas eles ainda reclamaram, e não me incomodei em diluir ainda mais o que concidero conceitos fundamentais, necessários para quem quer ser um músico bem treinado. Busco excelência, e não o mínimo denominador comum.

GP: Como um instrumentista pode fazer o uso de sua rotina de estudo no palco?
Quando você esta em casa praticando, ultiliza o lado esquerdo do cérebro, fazendo seu trabalho com teoria e conhecimento do braço. Mas, quando você sobe ao palco, precisa esquecer de tudo isso. Você não pode ficar pensando durante um show. Como a guitarra é um instrumento muito visual e estamos acostumados com desenhos, sugiro estudantes apagar a luz e tocar no escuro com um bateirst e um baixista. Dessa maneira, você tem de usar seu ouvido e responder ao que esta escutando. Ou você pode simplismente fechar os olhos e, assim terá uma chance maior de penetrar no lado direto e criativo do cérebro.


domingo, 8 de maio de 2011

Teste - Tagima Vulcan

A Tagima possui duas bases distintas de produção, uma no Brasil e outra na China, onde geralmente se coonstroem instrumentos de linha bem econômicas, com a inevitável fórmula mundial de diminuir custos de fabricação. Mas a nova série Vulcan é produzida na China e se propõe a ser um belo passo em direção à quilidade e personalidade própria, graças a um projeto de guitarra desenvolvido especialmente para aTagima pelo Luthier Márcio Zaganin.


O visual geral da Vulcan avaliada, toda preta, com um friso ao redor da parte frontal do corpo, é muito bonito e agressivo, o que representa um belo começo. O corpo é de basswood e o braço parafusado de maple possui escala de rosewood com 24 trastes médio-jumbo. O desing de headstock é muito legal e bem compacto, graças às tarrachas em disposição 4 x 2. Os pickups são humbuckings, com pólos e parafusos de ajuste pretos. A Vulcan possui ainda detalhes muito sutis e interessantes que a tornam uma guitarra bastante avançada, como as marcações de abalone em formato de bolinhas, cuidadoso arremate lateral dos trastes, tampas traseiras embutidas com perfeição, cinco parafusos de fixação e encaixe anatomico de braço, acesso facilitado à regulagem das molas da alavanca e potênciômetro de tonalidade com recurso push-pull para cancelamento de uma das bobinas de cada um dos pickups.


Um dos grandes destaques da Vilcan é a excelente qualidade de sua alavanca, made in Taiwan, com visual e desempenho semelhantes a uma Gotoh. Ao ligá-la, nosso amigo Jaques Molina diz que não hesitou em abusar ao máximo do trêmulo, e segundo ele, não teve problema algum de afinação. Além disso, é o tipo de alavanca que proporciona aquela "tremidinha" tão desejada por fãs de Steve Vai. A pegada do braço é ótima e as cordas estavam com ação bem baixa.

O timbre de seus captadores é bastante convincente, definido e equilibrado, e eles possuem uma potência média, o que não deu à Vulcan do teste uma agressividade tão grande quanto seu visual pretão sugeria. Pelo contrário, ela é bem eclética em termos de estilo, e tal ecletismo é ampliado ainda mais pela possibilidade de corte de uma das bobinas de ambos os captadores, por meio do push-pull. Tal recurso é indicado somente para timbres limpos, pois com drive ele gera um chiado que não compensa. A ultilização dos captadores como humbuckings é a grande pedida, e a instalação de um pickup mais forte na ponte pode ser uma boa para tornar essa guitarra perfeita para estilos mais radicais. De qualquer maneira, ela superou um bocado minhas expectativas e é uma opção muito interessante que chega ao mercado.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Série - Guitarristas Brasileiros - Celso Machado

Vamos falar de música! Para mim, depois de Deus e de minha família, sem a música minha vida não teria graça. Para quem não me conhece, eu sou como diria meu amigo e irmão (e o autor desse blog) o "famoso Cabeça".

Então vamos nessa!!!
No dia 10 de Abril de 2011, tivemos a oportunidade de assistir um show de uma banda que em minha opinião, em termos de músicalidade e técnica é uma das maiores bandas nacionais dos ultimos tempos. E com certeza, foi um espetáculo pra lá de virtuoso. Nunca ví tanto músico bom em uma mesma banda. E como sempre, Juninho Afram proporcionou aos fãs um expetáculo a parte. O baterista Alexandre Aposan nem se fala. Mas isso é assunto para outra matéria. O meu foco nesse artigo será um guitarrista não muito conhecido, mais extremamente talentoso, Celso Machado.


Mesmo em meio a tantas feras, Celso conseguiu deixar suas marca. Por coincidência, ganhei de meu amigo Diego - vulgo Guinho - baterista da banda em que eu toco, um cd instrumental do cara. E o trabalho de Celso com certeza me surpreendeu, o cara toca muito!
O que me chamou a atenção logo de cara, foram os temas de seus solos, muito técnicos sempre soando muito melodiosos e bem trabalhados, mais nunca enjoativos. Palhetadas certeiras, tappings precisos e bends raivosos são caracteristicas desse ótimo guitarrista. O cara faz direitinho a lição de casa. O timbre de suas Tagimas T-six e T-505 soam muito agradáveis.


Chariots of Fire traz riffs ao estilo John Petrucci, com harmônicoa artificiais que lembrar a pegada de Zakk Wylde. A música alterna partes extremamente pesadas com momentos calmos e mais harmoniosos, as frases em que sua guitarra trabalha com perguntas e respostas é muito interessante.
A faixa homónina do disco traz timbres muito agradáveis, com frases criativas e velozes, a bateria também é um ponto alto na faixa, harpejos bem executados, casam perfeitamente com o ritmo da cozinha onde a batera foi gravada por Alexandre Aposan.


Descrição: Guitarrista Base da banda Oficina G3.

Nome: Celso Vergilio Machado Junior
Data de Nascimento: 03/05/1982
Instrumento: Guitarra

• Equipamentos

Na estrada
- Guitarra tagima T-six
- Guitarra tagima t-505
- Pedal de distorção ht dual da blackstar, overdrive da Landscape, delay da Landscape e Ibanez, volume morley e pedalboard landscape.

Em casa
- Pedais tubescreamer Ibanez, ds-1 boss, CE-5 Boss, wah VOX.
- Violão Washburn.
- Gravações em casa: Dell inspiron 1525 "tunado" e uma placa externa de audio da T.c. Electronics, mod. konnekt 8.

'Celso Machado é patrocinado pelas guitarras Tagima, Cases Strazza e Dean Markley Strings



terça-feira, 3 de maio de 2011

Teste -Fender Squier Showmaster 20 Th Aniversary

Nesse fim de semana de folga estava eu tentando pensar sobre o que postar nessa terça-feira. E depois de assistir meu time de coração perder para seu maior rival, fiquei ainda meis sem idéias.Adicionar vídeo
Mas quando tudo parecia perdido, eis que olho para meu celular, e no plano de fundo estava a imagem de uma linda guitarra. Uma Fender ShowMaster HSH 20Th Aniversary. A minha guitarra poh!!!
Nunca ví um review sobre ela em português, e providêncialmente decidi falar um pouco sobre um dos amores da minha vida.

Aqueles que tocam guitarra sabem que quando você empunha um instrumento é como se estivesse calçando um sapato. O peso, o tamanho, formato e espessura do braço, o desenho do corpo, a cor, o timbre, tudo influencia para o guitarrista sentir se a guitarra "casa" com o estilo e gosto do músico. É como um caso de amor à primeira vista, amar ou odiar, e no meu caso foi amor incondicional.
Ela é uma versão luxo, e pelo que andei pesquisando, é uma guitarra que foi construída peça por peça, pois foi o modelo criado para comemorar os 20 anos da marca. O corpo é de strato, porém não tem escudo (essa é uma coisa que sinto falta), tem o headstock invertido e pintado da cor do corpo (azul, preto ou dourado), no caso da minha guitarra é preto. Braço de 24 trastes em "C" é construído em maple com escala rosewood,corpo em Basswood, sistema Floyd Rose, com o hardware completamente preto, 1 botão de volume e 1 tom, chave 3 seletora de 5 posições. Pesa em torno de 3,900 Kg.

Regulagem: Minha guitarra nunca foi regulada por Luthier, sua regulagem de fábrica já veio "show de bola", regulagem de ponte, polimento dos trastes e ação das cordas foram muito agradáveis.
Tocabilidade: Uma delicia de braço, mais o que não me agrada é a posição da chave seletora e do botão de volume. Os mergulhos de alavanca estão liberados, pois o sistema é bem fiel, e o alcance das notas das agudas é extremamente confortável.

Construção: Excelente acabamento, pintura de primeira linha, colocação dos trastes e encaixe do braço perfeitos.

Timbre: Essa é a melhor parte. A chavinha seletora faz mágica, com a chave na penultima posição o timbre é cremoso e muito parecido com o de uma Fender strato, tanto com som cristalino,quanto com um pouco de drive. Achave na ultima posição, ligando o cap do braço, traz um timbre soberbo e bem definido. E para os amantes do metal, o cap da ponte produz um som extremamente afiado e gritante nos hamônicos.


Dai em diante,só tocando e tirando suas próprias conclusões. Mais a minha eu não empresto, rsrs.