sábado, 28 de maio de 2011

Robert Marcello

No mês de Junho de 2010, A Roland/Boss, líder mundial no mercado de pedais e pedaleiras compactas, trouxe pela primeira vez ao Brasil o guitarrista sueco Robert Marcello, principal demonstrador dos produtos da marca. Radicado nos EUA há cerca de dez anos, ele é dono de técnica apuradíssima e foi o substituto de Andy Timmons no Danger Danger.

Marcello realiza workshops ao redor do mundo e fez uma turnê pelas principais capitais do Brasil. Jaques Molina conversou com o guitarrista logo que chegou a São Paulo e ele estava bastante empolgado em tocar para os brasileiros e surpreso com o enorme número de lojas de instrumentos musicais. Também pudera, foi levado direto à rua Teodoro Sampaio, mais precisamente às sofisticadas dependências do show room da roland/Boss, recém reformado, que conta, inclusive, com um auditório perfeito para esse tipo de evento.

No workshop, Marcello demonstrou os principais recursos das pedaleiras ME-25 e ME-70, executando composições próprias com bases pré-gravadas e, em certos momentos, valeu-se apenas do looper da pequena ME-25, extraindo desde belíssimos timbres limpos até poderosos e sofisticados sons para solos, com qualidade impressionante, levando-se em conta que ele não utilizou amplificadores - Jaques diz que Robert tirou um baita som com ambas as pedaleiras ligadas diretamente à mesa.


"Ele revelou-se um verdadeiro showman, que soube deixar um evento técnico incrivelmente divertido e interessante. Fez questão de frisar que o mais importante não é querer ser melhor do que ninguém, mas encontrar prazer e satisfação no ato de tocar guitarra, seja estudando ou apresentando-se. Jaques perguntou a ele o que é mais complicado, tocar com uma banda como Danger Danger ou realizar um workshop. Ele afirmou ser bem mais complicado fazer um workshop, pois, em um grande show, um simples acorde de A com distorção leva a galera ao delírio, ao passo que em um workshop, por mais refinada que seja sua técnica, "há um bando de caras de braços cruzados esperando você cometer algum erro". E ele ainda completou: "Eu? Nunca erro! Apenas toco algumas notas de jazz de vez em quando..." Isso prova o valor de seu senso de humor ao responder certas perguntas.

Sérgio Motta, gerente de produtos Boss, desempenhou muito bem o papel de tradutor e assistente de palco, contribuindo para deixar o evento ainda mais interativo e divertido. Um exemplo: perguntam a Robert se existe algum artista ou banda com quem ele sonha tocar. A resposta: "Kiss, Rolling Stones e..hum...Lady Gaga!"






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