domingo, 27 de abril de 2014

Ricky Furlani!

Creio que toda pessoa tem um sonho, um ideal a ser alcançado. Com certeza, ao idealizar esse blog eu também tinha alguns. Ajudar músicos iniciantes, abordar temas que geram dúvidas, como qual equipamento escolher, o que estudar, mas também sempre sonhei em poder contar com a presença de músicos que são ícones no universo das guitarras. Ricky Furlani, é considerado um dos principais guitarristas de rock e blues do país e com certeza, é influencia para muitos guitarristas no Brasil. 



Formado pelo MUSICIANS INSTITUTE (Los Angeles/EUA), dono de uma pegada visceral, timbres únicos e arranjos peculiares, Ricky nos faz viajar por sonoridades distintas, mesclando nuances modernas com vintages. É professor de guitarra e ministra suas concorridas aulas em Campinas, colunista de revistas especializadas e autor de vários métodos de Rock e Blues.


"TALKING" foi meu primeiro contato com a música de Ricky, na época comprei uma pedaleira em uma loja e ganhei de brinde o cd "NIG EVOLUTION" com músicas de vários gigantes das seis cordas como Juninho Afram, Kiko Loureiro, Sydnei Carvalho... Mas aquele timbre de "talking" me chamou a atenção e fez com que eu procurasse outras matérias de Ricky e também foi uma das primeiras músicas instrumentais que tentei tirar, pois haviam disponíveis no cd backing track's das faixas sem guitarra. 
Como eu citei no principio do post, essa pequena entrevista é a realização de um sonho de um cara que além de grande fã do trabalho desse guitarrista, também foi influenciado pela sua arte.

Obrigado pela oportunidade Ricky, e vamos lá!


ATG - Ricky, quando começou sua relação com a música e a guitarra?

Ricky - Foi com instrumentos musicais de brinquedo, e aos 08 anos ganhei uma citara destas de feira de artesanatos e a guitarra logo em seguida com a explosão do rock no Brasil no começo dos anos 80.
 ATG - Como foi estudar no Musicians Instuitute (Los Angeles)? O que te fez tomar a decisão de estudar fora do pais?

Ricky - Experiência única, conhecer gente do mundo todo, tocar com grandes músicos e professores. A motivação veio por ter a oportunidade de ir, e sede de acesso à informação, que era escassa.

ATG - Ao ouvir seus trabalhos instrumentais e com a SuperOverdrive a "veia bluseira" de seu som é evidente. Quais são suas influencias, e quais os passos trilhou em seus estudos para chegar a um nível tão alto musicalmente?

Ricky - Tenho muitas influências, desde o começo de tudo no começo dos anos 80. A gente é tudo que escuta e gosta. Quanto mais estilos e músicos diferentes escutar mais diversificado e cheio de informação seu som vai ter. Me dedico muito para ser cada dia melhor que o outro.

ATG - Quem curte seu trabalho está acostumado a vê-lo, na maioria das vezes, empunhando uma LP. O que mais lhe chama atenção nesse modelo?
 
Ricky - A Les Paul tem um som que só ela tem. Ouvi muito guitarristas que tocam de Les Paul, como Gary Moore, Peter Frampton, Jimi Page, Warren Haynes, a Les Paul faz parte da minha vida. Aprendi a tocar guitarra desde menino usando uma Les Paul velha e surrada na casa do meu amigo
e antigo professor Hélio Valverde. Muitos anos depois em 1999 ele me vendeu ela. E é ela que está comigo até hoje. Guitarra muito especial na minha vida.

ATG - Qual o seu setup atualmente e como surgiu a ideia da parceria com a Petinatti Custom Guitars?

Ricky - Uso os pedais NIG, cordas NIG Ricky Furlani, e Amplificadores Gato Preto. Tenho muitos equipamentos, e nem sempre eles são os mesmos para estúdio e ao vivo. Ao vivo você precisa ter praticidade, e tudo depende  de onde e o que está tocando, no estúdio você tem tudo ao seu dispor. Conheço o Igor a muitos anos, e ele sempre foi meu luthier preferido! Quando surgiu a idéia de uma STRATO me animei, pois STRATOCASTER também tem um som único. E a uso cada vez mais, dependendo da GIG é ela que eu levo!



ATG - Você é um músico muito ativo, com aulas e vários trabalhos em paralelo, como faz para conciliar uma agenda tão extensa? 

Ricky - Não sou muito organizado. Me adapto à minha agenda, e faço o melhor possível.
 
ATG - O trabalho Fuzz Up apresenta um lado totalmente diferente de sua musicalidade, deixando evidente seu domínio com vários estilos e pegada distintas. Como surgiu a ideia desse trabalho?

Ricky - Fuzz Up tem Sandro Feliciano(P-Funk, Airton Moreira) na bateria e Philip Bynoe (Steve Vai) no baixo. Esse disco representa minhas composições atuais. Outros baixistas que participaram foram Andrés Zuniga, Gustavo Boni, Lineu Andrade e Bruno Buzzo.

Para informações sobre compra visitem www.rickyfurlani.com

ATG - Qual o conselho pode deixar para a galera que está começando na música e que lhe vê como exemplo a ser seguido?

Ricky - Leia livros e escutem música! Saia do comum, mude de canal, mude a conversa, conheça pessoas novas e diferentes, e desligue a TV pra variar. Tenha um objetivo, uma meta, um sonho! E corra atrás!




4 comentários:

  1. Show de bola... Precisamos que nossos talentos (verdadeiros) sejam valorizados. Parabéns!

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  2. Vlw Chalaça!!! Esse é nosso propósito, sempre!!!

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  3. Respostas
    1. Obrigado pelo comentário Ricardo, é muito importante ter nosso trabalho valorizado. Abraço

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