quinta-feira, 26 de maio de 2011

5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CAPTADORES

Sou um leitor assíduo da Guitar Player, que em minha opinião, é a melhor revista do seguimento no Brasil. Os caras são um exemplo de como é possível fazer um trabalho eclético e bem trabalhado.A edição do mês de Abril de 2011 é sem dúvidas a melhor dos últimos tempos em todos os termos.

Não costumo postar matérias que foram recém-publicadas na revista, porém os caras lançaram uma matéria sobre captadores que não pude deixar de compartilhar com nossos leitores:


5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CAPTADORES.

O som fica elétrica a partir do pickup.

Essa despretensiosa bobina de fio é o que torna seu instrumento elétrico. Sem o captador, você estaria tocando apenas o silencioso "violão" feito de madeira sólida. Esse pequeno aparato cria uma corrente elétrica que representa o som gerado quando você toca até que esse som movimente o ar através de um alto-falante. A maneira como essa corrente é criada é o alicerce de seu timbre.

O material do imã é importante, mas não é a palavra final.

Como regra geral, captadores com imãs de alnico são considerados mais suaves e dinâmicos, enquanto pickups com imã cerâmicos são precisos e agressivos. Mas, em cada caso, o material utilizado é apenas uma ferramenta para proporcionar a força magnética (também conhecida como "gauss") que permite a bobina produzir uma corrente elétrica. O sinal não passa pelo imã de uma maneira qualquer. Projetistas de captadores que sabem o que estão fazendo podem fazem todos os tipos de pickups com qualquer tipo de imã. Joe Barden, Bill Lawrence, DiMarzio, Seymour Duncan e muitos outros constroem unidades incrivelmente suaves e dinâmicas com imãs cerâmicos.

São muitas as variáveis das bobinas.

Guitarristas costumam saber as diferenças entre single-coils e humbuckers e, talvez, entre pickups "vintage" e de "alta saída", mas as variáveis de sing e construção, até mesmo em modelos similares, são consideráveis e influem muito na performance do captador. Não apenas os diferentes tipos e espessuras do fio da bobina levam a sons distintos, mas o modo como o fio é enrolado também tem grande impacto. Bobinas com o enrolamento bem apertado e uniforme soam de modo diferente das com enrolamento não-uniforme e "disperso". Bobinas largas e rasas oferecem sons diferentes das bobinas altas e finas, mesmo quando apresentam a mesma extensão do mesmo tipo de fio. Bobinas enceradas soam de maneira diferente das não-enceradas, a assim por diante.

A localização do imã também afeta o timbre.

Dois pickups com bobinas idênticas, mas com os imãs posicionados de forma diferente - um deles com polos magnéticos, o outro com polos de aço e um imã abaixo para "carregá-los" - soam diferentes. A unidade com com polo magnético (pense em um captador de Fender Strato e Tele ou um Gretsch Dynasonic) terá uma resposta levemente mais estalada e definição de notas mais cremosa. Já o pickup com polo de aço soará mais encorpado e um pouco mais granulado (pense nos P-90, Filter'Tron ou humbucker estilo PAF). A razão disso, segundo Lindy Fralin, "nos leva a uma física bem complexa. Parte disso ocorre porque há um campo magnético mais complicado [com magneto abaixo dos polos de aço], porque os imãs em barra estão lateralmente abaixo de tudo". Apenas saiba que isso faz diferença!

Força de saída também influi no som.

Além de exercer influência sobre a força do sinal - alterando, particularmente, características de overdrive -, o caráter sonoro do pickup também muda à medida que sua potência aumenta. Quando você enrola o captador mais vezes para deixá-lo mais potente, os médios se elevam, mas os agudos diminuem e os graves também suavizam. Qualquer alteração no design afeta o timbre e não apenas a força de saída. Mesmo sendo os captadores tão cruciais, é importante saber que eles não fazem tudo sozinhos: as características de ressonância da guitarra (formadas pelas suas madeiras, construção, peças comprimento de escala e tudo mais) moldam o som do instrumento antes mesmo que o captador traduza isso em um sinal elétrico. Portanto, todo ingrediente importa.

E para não perder o costume, um videozinho da minha banda do coração.

Ta chegando o dia hein galera!!! Paul Gilbert & Cia no Brasil!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Teste- Condor Telecaster CT10

A um tempo atrás, o Cabeção havia me perguntado quanto ele gastaria para comprar uma Telecaster que atendesse suas necessidades. Assim como o Cabeça, eu também gosto muito desse modelo de guitarra, e sempre que tenho oportunidade gosto de experimentar algumas marcas diferentes. A um tempo atrás fui até a casa de um grande amigo chamado Mateus Rocha. Entrando na sala do cara vi uma foto de seu pai na estante, parecia ser recente, e nela o animado e ótimo guitarrista, Sr. Cosme segurava uma linda Telecaster Condor CT10. Na hora eu pensei, será que esse tio ta escondendo essa "criança" em algum lugar dessa casa? Minha vontade foi sair correndo pela casa, entrar em todos os cômodos e empunhar logo aquela Tele maravilhosa. Não fiz tudo isso, mas o primeiro assunto que eu puxei com o Sr. Cosme foi sobre aquela Condor. E meu amigo, o tiozinho ficou com o sorriso de orelha a orelha de tanto orgulho quando trouxe a seis-cordas pra eu ver.


Com o corpo em Alder, a CT10 é um instrumento leve e confortável, com o acabamento bem trabalhado e pintura perfeita, um trabalho incrível para um instrumento na faixa de preço que ela é vendida.
A escala em Maple com verniz sem brilho é a minha favorita, pois tem uma pegada muito confortável e um visual magnifico. O braço também é em Maple com o desenho em U, com 21 trastes muito bem instalados e headstock no estilo Fender.


As tarraxas são as Condor Kluson, que particularmente não conheço direito, mais depois de bends altos e palhetadas fortes se mantiveram até que bem fiéis. A ponte é no modelo condor Vintage.
Andei pesquisando o modelo da captação mas não encontrei nada, porém com o pequeno teste deu pra tirar algumas conclusões: Com o cap do braço dá pra se tirar um som limpo bem cremoso e satisfatório, com um leve drive também se consegue um som bem legal para blues e bases mais suaves, mas com uma distorção mais agressiva senti o som embolar um pouco, apesar de que eu estava usando só a distorção de um cubo que nunca ouvi falar. Demorei um pouco para encontrar uma equalização que desse uma amenizada no timbre estridente do cap da ponte, mas com distorção fiquei surpreso com o som que se pode tirar dele. Se pensarmos em custo benefício não podemos reclamar.


Prós: Custo-benefício muito atraente, madeiras de boa qualidade e acabamento muito bem trabalhado.
Contras: Fica por conta do hardware e captação que são bem simples.

Preço: R$600,00 a 800,00

(Destaque para o ótimo guitarrista que executa o teste).

terça-feira, 24 de maio de 2011

Review - Perpetual Burn - Jason Becker

Se você acompanha o ATG frequentemente, a chance de saber que sou um grande fã de Jason Becker é grande. Com certeza você também já sabe que Jason Becker é um renomado guitarrista vituose que gravou e excursionou o mundo com a banda de metal neo-clássico Cacophony ao lado de Marty Friedman nos anos 80, bem como a substituição de Steve Vai como guitarrista na banda de David Lee Roth. Infelizmente, a sua carreira foi muito curta, pois Jason foi diagnosticado com esclerose lateral, mais conhecida como doença de Lou Gehrig. Essa doença fez com que Jason tivesse todos os membros de seu corpo paralizados. Assim sendo, Jason passou a se comunicar e até compor usando um aparelho desenvolvido por seu pai, onde é feita a leitura do movimento de seus olhos - como seu estivesse soletrando - e transmitido a um computador. Perpetual Burn foi provavelmente, seu pico em termos de técnica, e isso fica evidente ao longo das 8 faixas dessa verdadeira obra-prima.


Altitudes começa com uma base de string em teclado e em seguida Jason vem despejando bends matadores arpejos precisos. A música tem várias mudanças de nuances e timbres. Cada mudança gera aquele frio na espinha pois é possível sentir a emoção de Jason ao executar essa peça. Me pergunto como um guitarrista pode ter a capacidade de criar tanta coisa boa em uma mesma música.

A faixa título do disco Perpetual Burn , vem abusando dos apaixonantes duetos de Becker, em incessantes arpejos. Chega a dar aflição (no bom sentido é claro). Ao ouvir Jason tocando, fico sem saber como me espressar sobre cada peça sua, sem contar que é quase impossível tentar destinguir o que o cara está fazendo em determinadas partes.

A guitarra falante em Mable Fatal Fable prepara nossos ouvidos para uma verdadeira metralhadora de ligados e arpejos. Essa faixa lembra muito uma sinfonia tocada por violinos furiosos, mas com a bateria martelando pra valer na "cozinha". Jason da uma verdadeira aula de como criar sons loucos e bizarros com ajuda de uma alavanca.

A mais melódica do disco é com certeza a belíssima AIR. Trazendo guitarras em contra-ponto e dueto sem a presença de bateria e baixo, essa faixa encanta e emociona, mostrando que Jason não era apenas um fritador maluco, mas um incrível compositor de obras que se tornaram eternas.


A próxima faixa é Temple of Absurd, que traz frases incendiária de duas guitarras e uma batera devastadora. O timbre é muito interessante, pois mostra que Jason fez escola nesse quesito. Ouvindo algumas músicas de Kiko Loureiro dá pra se lembrar do timbre usado por Becker nessa faixa. O final traz um arranjo ao melhor estilo neo-clássico com um bend de arrepiar no fim.

O início barulhento e pesado anuncia Eleven Blue Egyptians e traz uma base pesada onde Jason manda ver nos ligados com licks rápidos e certeiros. Quando a nuance da música parte para um lado mais "calmo" Becker mostra suas frases bluseiras raivosas, onde a classe e o felling de Jason podem ser apreciados por terraqueos como nós.

Dweeler In The Cellar
vem para fechar o disco como a faixa mais "bagunçada" em termos de técnica. Uma levada de chimbal e aro de batera fazem a cama para as frases tranquilas de Jason. Quando ouvimos um harmônico com um mergulho radical de alavanca a base muda completamente, trazendo mais peso e uma cor meio cinzenta ao som. Os sons bizarros e amedrontantes dessa faixa poderiam facilmente integrar a trilha de um fime de terror. Mais um mergulho e entramos em minha parte preferida do cd. Pedal duplo de batera, bends, arpejose timbres robotizados fazem uma mistura sensacional.

Perpetual Burn de Jason Becker é com certeza uma obra de arte da música instrumental. Sinto pelo atual estado de Jason, pois ouvindo essa peça posso imaginar o quão Jason ainda poderia ter evoluído no instrumento, pois como compositor é possível ouvir suas peças até hoje.
Salve Jason Becker!!!




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Entrevista - Angus Young e Brian Johnson - AC/DC


Diante a uma bandeja com sanduíches e uma taça com frutas frescas, que parecem ser ignoradas, está Angus Young tomando chá e seu colega de banda, Brian Johnson, fumando, "Eu estou tentando parar; eu sei, eu sei, isso não existe", ele admite.

Já faz quase um ano que turnê Black Ice terminou. Em retrospectiva, o que vocês acharam?

Brian Johnson: Rápida. Pareceu um vento. Você nem percebe, e então de repente, estávamos dizendo adeus. Fiquei em choque por mais de duas semanas. Eu estava sentado em casa, e minha esposa ficava me olhando e dizendo:"Por que você não tira essa bunda dai e vai fazer alguma coisa?" Eu não sabia o que fazer. Eu não sabia mais como viver uma vida normal!

Angus Young: Eu fiquei na cama por uma semana, mas depois peguei a guitarra e fui para o estúdio trabalhar com ela. E montei alguns quebra-cabeças. Fiquei viciado!

Brian Johnson: Eu montei um quebra-cabeça também. Só levou três dias. Fique muito contente, pois na caixa dizia:"de cinco a seis anos".

Falem um pouco sobre o novo DVD.

Johnson: Achei fantástico. Foi muito bem feito. As câmeras e tudo mais foram inacreditáveis– penduradas sob cabos e automatizadas. Todas essas coisas modernas são de tirar o fôlego.

Young: E (o HD) realmente exibe todas as rugas!

O público da América do Sul é conhecido por serem insanos, e aquele que aparece no DVD com certeza prova isso. A resposta do público ainda significa alguma coisa após todos esses anos?

Johnson: Claro que sim. Eles me dão arrepios em algumas noites. Você tem que se concentrar no que você está fazendo, porque se você começar a olhar para o público, você acaba esquecendo o que tem que fazer.

Young: Em alguns shows, dá pra escutar o barulho do público antes de entrar. É como se você não precisasse estar lá. Eles já estão se divertindo. E você não pode ficar falando muito com eles. Isso nunca funciona.

Johnson: Eu acho que se você falar muito, você começa a soar como um político ou um líder sindical. Basta ficar de bico calado e começar a tocar.

Por que vocês não deixam os microfones (do guitarrista rítmico Malcolm Young e do baixista Cliff Williams) onde eles ficam, para não terem que andar 10 passos à frente e 10 passos para trás a noite toda?

Johnson: O quê?! Você deve estar brincando! Nós estaríamos perdidos! Ficaríamos confusos!

Young: Lembro quando Mick Jagger me perguntou: "Você acha que Malcolm tem que ir pra frente e tocar?" Então eu disse: "Esses passos estão enraizados nele. Esse é o seu jeito de dançar. É isso".

E além disso, é o seu único exercício da noite.

Johnson: Oh, não. Quando sai do palco, ele está suando! Acredite em mim.

Young: Malcolm é a "sala das máquinas". E o que ele faz é único. Há muito poucos guitarristas como Malcolm no mundo. Há mais pessoas como eu: guitarristas. Muito poucos falam,"Só quero ficar aqui e tocar um bom ritmo." Malcolm é um solista muito bom. Não o subestime, ele pode solar e solar muito bem. No começo, quando tocávamos em bares, ele e eu revezávamos. Ele fazia um solo e eu outro. Então um dia ele me disse, "Vou me concentrar no suporte e você pode fazer todas as coisas coloridas.".

Johnson: Não há como imitá-lo. Vi pessoas tentarem tocar "You Shook Me All Night Long" ou "Highway to Hell", mas faziam tudo errado - e eram bons guitarristas.. Eu não sei o que é, e obviamente eles também não!

Vocês nos fizeram esperar oito anos por "Black Ice". Não vão fazer isso de novo não né?

Johnson: Nah... Em oito anos vamos estar todos mortos, companheiro!

Young: Promessas, promessas.

Johnson: Ha! "Oh, lá se foi mais um!"

Young: "Será que ele pode levar seus amigos junto?"

Daqui a quanto tempo vocês pensam em fazer outro álbum?

Young: Ainda é cedo. Mas esperamos que venha mais cedo. A única fórmula de quando Malcolm e eu escrevemos, é que não há fórmula. Às vezes você tem muitas e muitas ideias - no nosso caso, quartos cheios delas. É uma questão de escolher a melhor - e, provavelmente, por sermos irmãos, podemos facilmente dizer: "Isso é bom. Isso é uma porcaria. Isso é bom...".

Johnson: Eu acho que se você colocar uma data em algo, você se coloca sob pressão. Assim vem alguém e diz"Final de novembro" é como, "Ah caral***".

Vocês tocam o mesmo setlist todas as noites. Não fica chato depois de 150 shows?

Young: Bom, eu tenho sorte. Tenho um poder. Sempre tive isso. Tenho uma segunda personalidade. Visto o uniforme escolar e me torno mais forte. Mais poderoso. Até a minha visão fica melhor.

Johnson: Ele é o Clark Kent, po**.".

Brian, você estava brincando quando disse que estaria morto em oito anos...

Johnson: Brincando? Eu não estava brincando!

Isso quer dizer que essa turnê exigiu mais de vocês do que a última?

Young: Bom, essas coisas acontecem com você. Nessa turnê, tive essa coisa com a perna. Não era na coxa, não me lembro. O médico disse que era algo com uma veia. Mas é engraçado, só me incomodava quando eu estava fora do palco. Quando subia lá, eu ficava bem.

Johnson: Mas isso é físico. O que você tem que entender é que nós fazemos o que um jogador de futebol faz - mas não temos quase uma semana para se recuperar. E se tivéssemos, iríamos querer apenas sentar e fumar! Então, fazendo assim ficamos em forma. E desse jeito que consigo ir à academia todos os dias! Você quer se manter nesse nível. A última coisa que queremos ouvir é alguém se lamentando ao olhar pra você, dizendo:"Oh, você deveria ter visto eles antigamente.". A coisa é, estou me mantendo em forma, e Angus faz o mesmo que eu, mas ele tem que tocar o "banjo" ao mesmo tempo! É igual ao que eu faço - mas com uma mochila de acampar nas costas. Para ele, não é difícil. Mas todo mundo pensa que é. Mas Angus, se você perder seus joelhos ou coxas, o que você gostaria de tocar se não pudesse se mover como hoje?

Young: Eu viro biônico.

Vocês gostariam que a banda continuasse sem vocês?

Johnson: Isso é uma questão discutível, acho que pode se dizer que sim.

Young: Acho que sim, se conseguissem continuar. E você gostaria de saber se eles continuaram bem.

Johnson: Bom, eu não quero ver essa me*** acontecendo. Que se fo** isso. Seria como um lápis quebrado, inútil.

Young: Bom, eles têm a tecnologia agora, poderiam me colocar no telão.

Johnson: Daqui a 20 anos vamos poder ir ao estádio nos assistir!

O 40° aniversário da banda está chegando, será em 2013. O que vamos ganhar?

Johnson: Fogos de artifício! Nah, acho que a melhor coisa seria ainda estarmos de pé depois de 40 anos de banda e ainda tocando para os fãs. Eu não acho que haveria um presente melhor do que esse. Iria acabar com alguns de nariz empinado.

Fonte: AC/DC Brasil.net

sábado, 21 de maio de 2011

Teste - Zoom G2E Edu Ardanuy Signature

A Zoom realiza uma estratégia de marketing bastante eficaz ao redor do mundo, desenvolvendo versões limitadas de seus produtos em parceiria com os maiores expoentes da guitarra dos principais países onde atua. Essa prática valoriza bastante o músico que atinge tal status e facilita muito a vida dos seguidores fiéis do estilo do guitarista em questão, que têm acesso instantâneo a timbres criados pelo seu ídolo.
Mr. Jaques Molina testou a G2E que é uma versão especial da G2. Vem recheada com timbres criadis por edu Ardanuy, um dos mais idolatrados guitarristas brasileiros. A G2 é uma pedaleira compacta e eficiente, e a versão de Ardanuy possui um visual diferenciado, na cor branca - além de bonito, deixa bem aparente sua assinatura.

A G2E possui 40 presets, sendo 36 deles concebidos para serem utilizados diretamente na entrada do amplificador e 4 desenvolvidos para gravação direta, ligada a um computador ou sistema semelhante, ou para utilização de fones. Além das programações criadas pelo guitarrista. Possui os tradicionais 40 presets de usuário e conta com bateria eletrônica embutida que, apesar de não pussuir timbres extremamente matadores, pode ser bastante útil para prática de estudos.


O produto vem com manuel em inglês e português (impresso em um incômodo papel vermelho) e uma folha adicional importântíssima, na qual Edu explica do que se trata cada um dos efeitos. Conferi todos eles um a um e faço questão de tirar meu chapeu para Ardanuy. Ele soube explorar ao máximo o potêncial do aparelho, elaborando sons "de responsa", muito úteis e bem escalonados. Explico: em alguns casos, ele programou timbres com drive moderado perfeitos para bases; no preset seguinte, repetiu praticamente a mesma programação, mas com um pouco mais de drive e volume e acréscimo de delay. Na prática, é o que liga! E Edu teve o bom senso de repartir esse tipo de manha com os consumidores do produto, em vez de tentar criar efeitos mirabolantes, mas completamente desconexos uns com os outros. Daria para utilizar a G2E logo após retirá-la da caixa, sem problemas, pois até mesmo a dosagem dos drives, chorus e delays é ecelente. O tempo de delay pode ser modificado facilmente por meio de um botão tap-tempo iluminado, que pisca na velocidade das repetições.




Outro aspecto interessante é a maneira detalhada como Edu descreve cada um dos presets, sempre bastante claro e didático e mencionando de forma carinhosa os guitarristas que o influenciaram, como Eddie Van Halen e ritchie Blackmore. Respeito é tudo.
A Zoom G2E está repleta de timbres matadores. É um ótimo exemplo de como é possível tirar um som legal até mesmo de uma equipamento relativamente modesto e acessível. Além disso, é um presente para os fãs, pois o CD-solo de Edu, Eletric Nightmare (dedicado ao inesquecível Wander Taffo, outro grande mestre de Ardanuy), está incluso no kit. O Zoom G2E é uma excelente amostra de talento desse nosso grande guitar hero.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Teste - Tagima Infinity Custom‏

Fala galera do ATG

Me agrada muito guitarras de modelo LesPaul. E hoje falarei de uma feita no Brasil. Estou falando da Tagima Infinity Custom.
Essa talvez seja a melhor guitarra da Tagima em termos de peças: captadores Seymour Duncan 59', ponte VS-100 Wilkinson by Gotoh, tarraxas Sperzel com trava e nut em osso. Possui um controle de volume e outro de tonalidade e uma chave seletora de 3 posições.

O desenho é de Les Paul. A madeira do corpo é "cedro selecionado" e o tampo de maple canadense. O braço é colado e possui duas peças de maple, extremamente confortável, lembrando mais strato do que Les Paul. Escala em rosewood com marcação trapezoidal em madrepérola.

Possui rebaixos traseiros, sendo um para alcance das últimas casas e outro para maior conforto para "acomodar" a guitarra ao corpo (do guitarrista).

O captador SD 59' do braço tem um som mais cheio e o 59' da ponte, levemente mais rasgado (nem tanto). Gostei da combinação. É uma Les Paul diferente, já que tem ponte Wilkinson, rebaixos, braço que lembra strato etc. Vem ainda um ótimo hard case com acabamento tweed.

Realmente o "fosco" é somente uma pintura sem brilho, e não um acabamento áspero que eu imagimava que poderia ser (ou não). Agora os caras poderiam melhorar muito aquelas tampas de acrílico (2) que ficam atras da guitarra. Dá a maior má impressão, coisa de segunda linha.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entrevista - Alice Cooper

Depois de acordar 5 horas da matina e vir trampar num frio de rachar, tive uma grata surpresa. Muitos já devem saber que Mr. Alice Cooper irá se apresentar no Credicard Hall dia 02 do próximo mês, e devido a esse acontecimento, Alice consedeu uma entrevista por telefône ao reporter Jotabê Medeiros, e o jornal O Estado de São Paulo, para minha felicidade, publicou a mesma na edição de hoje (18/05/2011).

"ALICE NO PAÍS DE PINDORAMA"

Figuraça do hard rock que plantou no gênero as bases de uma cultura teatral, performática, ele é um percursor dos concertos do tipo rock horror show - sangue falso, cobras gigantes de verdade, pirotecnia, maquiagem, susto.

"Sou uma caricatura, como Anthony Hopkins quando vira Hannibal Lecter. Nos dias normais, não sou Alice Cooper. Só quando faço discos e estou no palco", diferencia. "Tenho 63 anos, ninguém me diz o que fazer ou que direção seguir, mas estou sempre interessado em feedback, sempre atento ao que meus fãs estão pensando", diz Alice falando ao Estado na segunda.
Quando você vê esses shows teatrais, como Rob Zombie e Marilym Manson, o que pensa?
Rob Zombie, Marilyn Manson, Slipkinot, gosto de todos. Eu os chamo de "meus filhos desobedientes". Não tenho o menor sentimento de competição, porque nós somos como os Rolling Stones dessa corrente - fomos influêntes e ainda somos.
Houve duas tragédias entre integrantes da banda Slipknot. Muita gente associa isso ao tipo de visualidade violenta que ultilizam. O que você acha?
É tudo de brincadeira, como um filme de terror. E, assim, como nos filmes de terror, você sabe que aquilo não vai te machucar, mas ao mesmo tempo ninguém sabe até que ponto aquilo pode estimular algo soturno. No caso de Slipknot, duas tragédias aconteceram, teve um integrante morto por abuso de drogas (o baixista Paul Gray, em 2010). Sempre digo o seguinte: se você está numa banda, não pode ter caras que usam drogas, não vai funcionar. O rock'n'roll já foi traído por isso. Os caras que tocam comigo tomam uma cervejinha, tomam seu vinho, mas não tomam droga. Quando alguém morre é que você se da conta da insanidade.
Voce já foi alcoólatra, não?
Sim, mas já estou há 30 anos sem tomar um trago. É assim com todo mundo. Mesmo Keith Richards teve de parar um dia. Quem o conheceu naqueles dias, não acredita que ainda esteja vivo.
Você conhece a história de como Johnny Rotten, dos Sex Pistols, começou fazendo uma imitação de Alice Cooper?
Claro, ele mesmo me contou. Disse que tinha 18 anos na época, e ia pelos metrôs de Londres cantando minhas músicas, ele e Syd Vicious, disse que adorava cantar I Love the dead, e que foi o que lhe ocorreu cantar na audição. Ele foi aprovado, e passou a integrar o grupo. Não acho que eu influenciei o punk rock. o rock'n'roll é uma mistura, e os seus protagonistas se destacam pela atitude.
Dizem que você se tornou Cristão. É verdade?
Sim, é verdade Eu sigo o Cristianismo porque é a única religião que fala à minha alma, e não ao intelecto. Vou à igreja de vez em quando. Não sou um frequentador assíduo porque há muitas igrejas nas quais eles te julgam por estar em uma banda de rock. Mas a minha relação com Jesus é a mesma quando eu toco guitarra e canto: é de sinceridade e entrega.
Você entrou para o Hall da Fama do Rock'n'Roll. Qual foi o significado daquilo pra você?
Foi como uma formatura. Quando você vê que, ao seu lado, estão Paul McCartney, Jeff Beck, Pete Townshend, Elton John, você sabe qua concluiu o curso. No começo, eles eram os professores, eram caras que eu idolatrava quando era um garoto, e agora eu estava me juntando a eles como professor.
O que Alice Cooper, o personagem, pensa da política?
Tento me manter longe da política. Me divirto fazendo os outros se divertirem, é o meu negócio. É a fonte da minha emoção. Os roqueiros podem fazer coisas inteligentes e também estúpidas, assim como os políticos.
Como está o show atual da banda de Alice Cooper?
Mais pesado que nunca. Estamos com três guitarristas agora. Fomos fazer um porção de shows na Inglaterra, ao lado de bandas de metal, como o Iron Maiden. encorpamos o som.
Você é golfista profissional. O que pensa do que ocorreu com Tiger Woods?
Se você conversa com qualquer um que entende de golfe nos estados Unidos, ele vai te dizer a mesma coisa: Tiger Woods ainda é o melhor do mundo. Em 2 ou 3 anos, vai se recuperar e voltar ao topo. Quanto ao que acontece fora de campo, foi espantoso. Falaram de 300 garotas. Isso é um número de Led Zeppelin, não de golfista.