"Eu não queria que meu álbum fosse um disco bizarro, esquisito, como foi meu disco de estréia. Not of This Earth", diz Joe Satriani, enqunato se acomoda em uma cadeira em seu home studio, em San Francisco. "Eu queria que meu próximo disco explorasse seu potêncial máximo. quero dizer, porque um disco instrumental de guitarra não podia soar rock como Queen ou Pretenders e ter a energia de Van Halen? Quando tive sinal verde para fazer Surfing with the Alien, me senti o cara mais sortudo do mundo".
Satriani então seguiu em frente para lançar o equivalente guitarristico de uma bomba atômica. Surfing with the Alien tornou-se o primeiro disco de rock instrumental de guitarra a entrar no top 200 da Billboard, chegando a número 29. Também gêrou três hits e rendeu a Satriani um disco de platina.
Tudo isso para um cara que, um ano antes, era conhecido apenas por der dado aulas para Steve Vai e Kirk Hammett do que seu próprio estilo.
Mas logo entenderam que Satriani era um guitarrista incrível - digno dos elogios efusivos de seus pupilos famosos. O que elas talvez não soubessem é que ele estava prestes a reescrever a história do rock instrumental de guitarra, já que inseriu uma abordagem pop e sonoridades exóticas na técinica de seis-sordas.
Em 2007, quando Surfing with the Alien completou 20 anos de seu lançamento, a Epic/Legacy lançou um CD/DVD remasterizado e expandido, que traz também a performance de Satriani no Festival de Jazz de Montreux de 1988. "Fomos para as sessões de Surfing sabendo que queríamos fazer um álbum brilhante e alegre", explica Satriani, enquanto nos sentamos em meio a uma quantidade enorme de protótipos de equipamentos signature (ele estava testando um novo desing de amplificadores Peavey JSX e brincado com um wah Vox signature). "Mas, quando começamos a levar o disco a sério, decidimos fazê-lo bem cenemático, por isso ele ainda é atraente para os ouvintes. Não chegamos e dissemos: 'Ouça o que sabemos tocar'".
Os testes de Jaques Molina me inspiram profundamente. Primeiro porque o cara é um luthier de primeira, manja muito de guitarra, amp's e pedais, e segundo porque os testes dele fazem com que os leitores se sintam empunhando o instrumento quando leem seus artigos. Em 2008 fui até a Teodoro em Sampa, acompanhar um brother que estava afim de comprar uma guita, e quando entrei na Playtec, ví algo que me deixou de boca aberta literalmente. Fazer um teste nessa maravilha era impossível, pois segundo o vendedor ela era recém chegada ao país, e já estava encomendado por algum guitar-maníaco cheio da "bunfa". Depois disso, ao assistir o DVD do mestre Steve Vai "Where the Wild Things Are" me deparei novamente com aquele "monstro de olhos verdes", e fiquei louco para escrever algo sobre o brinquedo mais exótico de Steve. Foi quando me deparei com uma Guitar Player Collection que tenho, e que tive a agradável surpresa de "encontrar" um teste feito por Jaques nessa maravilha chamada "Ibanez JEM 20th Anniversary".
Steve Vai é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Ele se tornou um mito não apenas por seu incrível talento musical. Com certeza, para Vai, discípulo de Frank Zappa, o aspecto cênico sempre foi fundamental. Não basta tocar escalas impossíveis na velocidade da luz, é preciso ser a luz! E essa Ibanez capta esse espírito. É uma guitarra-show, feita sobre medida para um showman e virtuose do rock! Somente 500 unidades foram fabricadas pela Ibanez, e apenas seis desembarcaram no Brasil.
Iluminada, brilhante, ofuscante, enfim, qualquer um desses adjetivos pode ser utilizado de forma literal, pois esta guitarra realmente acende. Seu corpo é corpo é de acrílico especial transparente, mas com aplicação de pigmentação interna em várias cores e camadas, baseada nas JEM com pintura "swirl", mas gerando um efeito tridimencional. A mágica é que ela possui um circuito de LEDs internos, situados entre os pickups e as molas da alavanca, que acendem e fazem com que o corpo fique completamente iluminado, causando um efeito visual surreal e impressionante! No mais, é a boa e velha Ibanez JEM, construída no Japão por um time especial de luthiers da empresa, e com o que há de mais atual em termos de hardware, como o trêmolo Ibanez Low Pro Edge e captadores DiMarzio desenvolvidos especialmente para ela. Seu braço é construído de acordo com os mais rigorosos padrões, com três peças de maple separadas por duas tiras de walnut, tipo de construção que torna o braço bastante estável e evita a necessidade da "colagem espanhola". A escala é de rosewood com a famosa marcação floral, de madrepérola e abalone, com 24 trastes finos e altos instalados e polidos de forma sublime. Como não podia deixar de ser, as quatro ultimas casas são escalopadas. Possui tarraxas Ibanez com botões feitos do mesmo material do corpo e com trava fixada por tráz do headstock, que conta com um ótimo reforço nessa área. Sua parte elétrica é simples, com controles de volume e tonalidade, chave de 5 posições e push-pull no potenciômetro de tonalidade que acende as luzes internas da guitarra, alimentadas por uma bateria 9 volts situada na cavidade do jack de saída blindado.
Jaques diz nunca ter ficado tão curioso para ligar uma guitarra em um teste da Guitar Palyer como desta vez. A pegado do braço em "W" é o máximo em sua categoria. A ação das cordas no braço e o desempenho da alavanca são equivalentes a um motor Honda de formula 1. Mas que timbre teria esse alien de luz esverdeada, constituído em grande parte por um material acrílico? Confesso que estava preparado para o pior, mais tive uma grata surpresa! Acredite ou não, ela tem um som muito semelhante a uma JEM de madeira. É claro que há certas particularidades, mas esse é o barato. Possui um pouco mais de agudos e menos graves do que as guitarras de madeira que nós, terrestres, utilizamos, mas seu sustain chega a ser até maior do que o normal, principalmente quando adicionamos doses maciças de drive, pois seu timbre é bem definido e deixa os sons com distorção afiados ao extremo. O excelente braço de madeira assegura grande parte de seu timbre e, como o único ponto de contato com o corpo são as lâminas da alavanca e as molas, o acrílico não interfere negativamente na sonoridade.
Conclusão A Ibanez JEM 20ThAnniversary é uma guitarra de projeto genial e impecável, que faz jus a essa parceria de gigantes que completa 20 anos. Quem tiver poder aquisitivo necessário para comprá-la com certeza já possúi uma coleção de guitarras de altíssimo nível. Além disso, esse é um instrumento que não deve ser ultilizado de forma banal. Para começar, a guitarra é um pouco pesada, e seu efeito é alucinante, mais pode ficar enjoativo, sendo ideal para ser usada apenas em um momento especial do show. Rendam-se, terráqueos!
Indicada para: extraterrestres virtuoses que tocam guitarra.
Prós: Visual estarrecedor, construção impecável, timbres de outro planeta.
"Poxa, hoje eu estou cansado, hoje não estou afim, hoje vou fazer uma coisa diferente". Este sou eu na maioria das vezes que olho para minha guitarra pendura no suporte de parede, só esperando a minha boa vontade para empunha-la e estudar. Não que eu não goste ou não precise estudar, mais parece que existe uma força contraria que te empurra para longe da guitarra quando vc realmente tem tempo para se dedicar, e quando eu não tenho esse tempo, ai sim sinto vontade de tocar... Estranho isso... Mais de uns tempos para cá, principalmente depois da ideai de criar esse blog, tenho escutado mais, assistido mais, leio ainda mais e a vontade de ter o instrumento perto de mim tem aumentado. Mais depois da matéria que lí hoje, creio que essa vontade vai aumentar ainda mais... Aqueles que realmente gostam e conhecem um pouco de rock instrumental, com certeza já ouviram falar em JASON BECKER. E hoje gostaria de compartilhar um pouco da historia de vida (ou devo dizer exemplo?) desse virtuose da guitarra. Hoje tive a oportunidade de conhecer uma das mais belas gravações de guitarra que já ouvi. Ele está na intrudução de River of Longing de Jason Becker. A peça é uma das novas faixas do recente lançamento de Becker "COLLECTION", mais seu belo prólogo em E maior foi uma das ultimas performances do virtuose. Naquele momento, Becker já tinha dificuldade em segurar uma guitarra, imagina tocar. "Eu já estava ficando mais lento naquela época" diz Becker, que, cinco anos antes, aos 16, já despontava como guitarrista prodígio, impressionando a cena dos fritadores com CACOPHONY, ao lado de Marty Friedman. Apenas um ano antes daquela gravação, os incríveis fraseados estilo Clapton-encontra-Paganini já haviam lhe garantido o posto de guitarrista- solo do astro David Lee Roth. "Minha mãos tremiam enquanto eu gravava aquela introdução", continua Becker. "Elas não paravam de se soltar da guitarra". Os problemas de saúde de Becker começaram de repente, quando passou uma noite inteira sem dormir por conta de uma cãibra na perna. "Fiquei meses alongando e correndo, mas minha perna continuava fraca", diz Becker. Privado de se tornar o mais novo, brilhante e rápido guitarista desde Steve Vai e Randy Rhoads (da uma olhada no youtube pra ver os videos antigos dele e entenderá), Becker começou a sofrer atrofias musculares em algumas partes do corpo e não demorou muito para que fosse diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma enfermidade neurodegenerativa muitas vezes fatal, mais conhecida como doença de Lou Gehrig. O guitarrista foi informado de que sua carreira estava acabada e que teria entre três e cinco anos de vida. Isso foi a 20 anos. "Para sobreviver tanto tempo com essa doença, voce deve ter realmente uma missão de vida", diz Gary Beckel, pai de Jason. "Voce tem de pensar que há algo ainda a fazer, a Jason sempre tem". Apesar de Becker só conseguir mover seus olhos, ele continua tão ativo quanto qualquer musico. Ele conta com outros guitarristas para mostrar sua obra. Da mesma maneira que se comunica com as pessoas mais proximas (ultilizando um engenhoso sistema de soletração de palavras, por meio dos movimentos dos olhos, desenvolvido junto com seu pai), Jason exprimi sua musica através de produtores como Dan Alvarez e Mike Bemesderfer e guitarristas como Joe Satriani, Steve Vai, Greg Howe, Dave Lopez, Steve Hunther, Marty Friedman Michael Lee Firkins, todos presentes no novo album de Becker. "Estou em duas faixas do disco, e elas foram gravadas em um intervalo de 15 anos", diz Firkins. A primeira das participações é a épica End of the Beggining , um desafiador conserto de guitarra com 11 minutos de duração. "A faixa está carregada de emoção, pois Jason ainda conseguia falar quando ela foi gravada, mais já não podia tocar, e nenhum de nós sabiamos o quanto ele aguentaria", conta Firkins. "Mas Jason tem mais vontade de viver do que a maioria das pessoas. Agora, 15 anos depois, ele está surpreendendo a todos, apesarde levar mais tempo para formular suas idéias, ainda sabe exatamente o que quer de uma performance de guitarra, e ele sempre alcança seu objetivo. A melhor coisa de se trabalhar com Becker, é que ele não da moleza. Se existe algo que ele não gosta, ele logo fala. A musica continua sendo 100% de Jason". Quando ele não podia comparecer as sessões e acompanhar os guitarristas convidados em COLLECTIONS, suas músicas chegavam ao estudio prontas, o que ajudou muito a dar forma as performances. " "Foi um momento incrível ouvir pela primeira vez as músicas de Jason saindo dos alto-falantes", afirma Satriani, que tambem toca em ELETRIC PLAYER OF PEACE . "Jason tinha me enviado arquivos em Pro Tools, mas eu não fazia idéia do tipo de música que havia ali. O que ele tinha composto era maravilhoso e cheio de emoção. Ele não me deu nenhuma instrução especifica, só me pediu para ser eu mesmo ao conduzir composição para onde eu acha-se melhor. Foi uma grande alegria fazer parte dessa canção. Apenas pluguei a guitarra e deixei a musica me levar". "Tudo começa comigo trabalhando junto com meu pai, para compor, o que levar um bom tempo", diz Becker. Dou a ele algumas notas e então as colocamos em uma matriz para podermos editar cada parte e cada nota-e trocá-las de lugar. Depois nós sobrepomos os canais até eu ter a musica completamente escrita. Em seguida Dan e Mike aparecem para editar, fazer os ajustes e deixar tudo perfeito e profissional. E eles registram os musicas junto comigo. Fazer música assim da muito trabalho, mas é uma ótima maneira de substituir a execução na guitarra, pois sinto a mesma sensação de quando tocava". "Jason é o produtor/compositor", acrescenta Bemesderfer. "Eu e Dan somos apenas as mãos". "É bem tranquilo fazer as edições com Jason, pois ele sabe exatamente como plataformas Pro Tolls e Logic funcionam e como as utilizar para lapdar as partes, reais ou sequenciadas, até que elas fiquem perfeitas." "Quando você ouve desde o material gravado por Jason em seu auge até as coisas mais recentes, percebe que não há descontinuidade". Isso nos deixa uma forte mensagem: As pessoas realmente podem fazer coisas incriveis quando querem".