sábado, 26 de fevereiro de 2011

Washburn Lyon Series - Review.

Fala galera!!!

As férias definitivamente acabarão, e com isso o tempo ficou ainda mais curto para nossas famosas coroçadas, e como fazer um review legal de uma guitarra sem testa-lá?
Essa semana estava eu conversando com meu brother “cabeça”, e nessa conversa, ele compartilhou que foi acompanhar um amigo na compra de uma guitarra. Fazer esse tipo de coisa é bem legal, pois qual músico não gosta de estar em uma loja de instrumentos musicais? Eu particularmente gosto muito, porém as vezes essas ocasiões podem ser meio chatas. Isso porque quando alguém que está começando a tocar te chama para dar sua opinião sobre um instrumento legal para compra muitas vezes pensa que você vai chagar na loja, olhar aquela guita novinha que esta dependurada na parede e dizer – Essa é perfeita, pode levar. O problema é que na maioria das vezes, a pessoa que esta iniciando seu “ciclo guitarristico” não quer investir muito, e sim comprar algo mais acessível. Sendo assim é difícil pra quem tem mais experiência no assunto indicar um instrumento novo, quando tem a oportunidade de encontrar algo usado de melhor qualidade.
O fato é que o termo “usado” pode assustar algumas pessoas (pelas muitas vezes que fui um desses acompanhantes vi isso acontecer), pois acham que o novo é sempre mais garantido, é livre de falhas e que terá uma vida útil bem maior que um instrumento de segunda ou terceira mão. É ai que mora o perigo!!!

Mais porque bulhufas eu escrevi tudo isso?

O Léo, nosso primeiro professor de guitarra, que já foi citado aqui no ATG em outras ocasiões nos deu um ensinamento muito interessante, e nós experimentamos essa experiências em nossas primeiras “guitarras de verdade”. E em uma dessas experiências nos deparamos com uma tal de “Washburn série Lyon’, guitarra qual gostaria de escrever algumas linhas.


Lyon customizada do cabeça. meritos para o incrivel luthier ZABOTO FILHO

Versátil ao extremo, é uma excelente opção para aqueles que procuram uma guitarra leve, confortável e com um visual bem atraente. O braço em marfim garante resistência e conforto, além de ajudar na captação de agudos, garantindo aquele estalado gostoso também é muito bonito.
A guita em questão é um modelo mais antigo das “Serie Lyon”, que por sinal são as melhores. Diferente das mais novas que são feitas de compensado de madeira, o que não é legal para a construção de um corpo, as Lyons construídas no início dos anos 90, possuem o corpo construído de “Soft Maple”, madeira que ajuda na captação de agudos, mais que não deixa a desejar na hora que você precisa extrair um som mais encorpado.
Os cap’s, são um humbucker Washburn 621 na ponte, que se mostra bem agressivo com distorção e tem boa captação de médios, e dois single’s que infelizmente não consegui identificar o modelo, mais que proporcionam um som bem aveludado, principalmente quando a chave seletora de 5 posições é usada na penúltima posição. Ponte / Tremolo ajustável String Thru, um controle de volume e dois controle de tom.
O ponto fraco fica na qualidade das tarrachas, que não são muito confiáveis.

Resumo: é difícil pensar em uma melhor guitarra em sua faixa de preço, pois lida com todos os estilos de música, deixando o guitarrista livre para decidir qual o estílo tocar. Ótima aquisição!!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Review CD - Sting in the Tail - Scorpions

Hoje eu acordei disposto a ouvir algo novo, que me empolgasse a escrever algo legal, já que já faz algum tempo que não posto nenhum review de um cd legal aqui no ATG.
O interessante é que não sei se posso chamar "Sting in the Tail - Scorpions" de algo novo. Primeiro porque o disco que segundo a banda será o fim da linha da carreira vitoriosa dos monstros Alemães, foi lançado lá em Julho de 2010 e segundo porque esse cd, diferente do que ocorreu com "Humanity: Hour 1", o antecessor de Sting in the Tail, onde a banda mudou de ares e resolveu arriscar em novas sonoridades, resgata os tempos aureos da banda no início dos anos 80, então a única coisa nova foi eu tê-lo ouvido só hoje.
Mais como eu, quem sabe você ainda não conhece também, garanto que será uma boa pedida, e se já tiver escutado e ficarei feliz em ouvir sua opinião.
Let's rock!!!



O décimo-sétimo álbum de estúdio da banda nos faz entender desde a primeira música que se trata de um úm disco dos bons, os riffs inconfundíveis de Jabs e Schenker na início de "Raised on rock" que é a primeira faixa com certeza irá te fazer entender o que estou dizendo.
Para um último trabalho, uma banda com a magnitude dos escorpiões teve que manter a linha que os consagrou, que em minha opinião, é uma escolha certa para não se comprometerem, uma espécie de "porto seguro", pois há muita coisa em jogo.
Para quem ouviu " Unbreakable", soa quase que como uma continuação com doze pedradas, sem deixar de apostar nas baladas que caracterizam a banda que estourou no mundo inteiro com " Wind of Change" e "Still Loving You". A
celebração roqueira convocada pelo excelente vocalista Klaus Meine trás "Rock Zone", "Let's Rock" e "Spirit Of Rock", músicas em que as letras fazem questão de mostrar que o rock ainda esta vivo.
A balada "Sly" tem uma história bem legal e típica dos anos 80, pois foi composta em homenagem a uma fã francesa cujo nome é Sly. O detalhe legal disso é que a ela foi batizada assim, porque, quando nasceu, a música "Still Loving You" era uma das mais tocadas nas rários do mundo todo. Seus pais gostavam tanto dessa conção que juntaram as iniciais do título para compor o nome. Na época, ele contaram isso para a a banda, que, mais de 20 anos depois, recebeu a inusitada visita da fã Sly nos camarins.
A ex-Nightwish Tarja Turunen, participa em "The Good Die Young", porém com uma discreta performance, onde a voz de Meine inesplicavelmente apaga quase que totalmente o vozeirão de Tarja.

The Best Is Yet To Come é de fazer chorar, não por ser uma música fraca, até porque é uma das minhas preferidas, onde carrega uma pegada meio country, mas porque sua letra diz um "até breve" que é como uma facada no coração dos fãs, assim como eu.



Particularmente não senti falta de nada no disco, a falta apenas será de ter a oportunidade de ver uma banda super competente com novos trabalhos para nos deliciarmos, e talvez até a ilusão de poder assisti-los um dia no Brasil, coisa que nunca aconteceu comigo...



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Leis De Formação Dos Acordes Mais Comuns

Existem fórmulas para a construção de um acorde. É extremamente saudável ter uma noção pelo menos das principais, pois você coloca o acorde certo, na hora certa e na posição que ele soa melhor quando está escrevendo algum riff, sem risco de erro Como a guitarra não possui uma seqüência exatamente definida e linear como num piano, por exemplo (existem várias notas em uma mesma Região e em posições diferentes no braço – "F" no primeiro traste da corda "E" ou no oitavo traste da corda "A"), pode-se notar que existem acordes que soam melhor quando tocados em uma determinada posição em um certo riff, enquanto o mesmo acorde, agora em outro lugar, soa horrível ou tem difícil execução (toque um G com a D, G e B soltas e depois com pestana no terceiro traste e você vai entender o que estou falando). Nesse momento entra o conhecimento da construção dos acordes. Nessa seção, irei mostrar apenas os mais comuns. Note que as fórmulas aqui mostradas estão na forma tradicional, com o baixo na tônica. No entanto, você pode colocar o baixo em qualquer nota do acorde. O que já é outro assunto chamado inversão de Acordes.

1. Acordes Maiores:


Maior: Tônica - 3ª - 5ª

Maj6: Tônica - 3ª - 5ª - 6ª

Maj6/7 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 7ª

Maj6/9 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª

Maj7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª

Maj7/5b : Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª

Maj7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª


2. Acordes Menores:


Min: Tônica - 3ª b - 5ª

Min6: Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª

Min6/7: Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª - 7ª

Min6/9: Tônica - 3 bª - 5ª - 6ª - 9ª

Min7: Tônica - 3ª b - 5ª - 7ª

Min7/5b: Tônica - 3ª b - 5ª b- 7ª

Min7/5#: Tônica - 3ª b - 5ª # -7ª


3. Acordes Suspensos:


Sus2 : Tônica - 2ª - 5ª

Sus4 : Tônica - 4ª - 5ª

Sus7 : Tônica - 4ª - 5ª - 7ª


4. Acordes Dominantes:


7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª b

7/5b: Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª

7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª b


5. Acordes Diminutos:


dim : Tônica - 3ª b - 5ª b

dim7 : Tônica - 3ª b - 5ª b - 6ª

6. Power Chord:


5 : Tônica - 5ª


Essas são apenas as formulas de acordes para facilitar o entendimento, em breve veremos mais sobre Harmonia!!! Até mais!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Teste - Chravel So-Cal Style 1

Bom dia galerinha das 6 cordas!!!
Em nossa última enquete "O que você gostaria de ver em nosso blog?" o assunto TESTES DE EQUIPAMENTOS foi o campeão absoluto, e sem deixar de abordar outros assuntos vamos procurar trazer mais e mais testes para nossos leitores.
E em minhas caroçadas habituais, encontrei uma jóia rara.

Na década de 80 Eddie Van Halen ultilizou componentes Charvel para construir suas primeiras guitarras "Frankenstein" influenciando assim a maioria dos super-guitarristas da década de 1980 a ultilizar instrumentos com contorno de Strato, com uma logomarca inconfundível em formato de guitarrinha. Eram modelos envevenados, com braços largos e planos, feitos de uma peça de maple e dotados de trastes jumbos. Essas guitarras possuiam ainda humbuckings e o então recém-lançado trêmolo Floyd Rose com microafinação. As Charvel eram máquinas mortais, especialmente para rock pesado. Entre os grandes nomes que as utilizavam estão Warrem DeMartini e Jake E. Lee. Assim como os grandes ícones dos loucos dos anos 80 saíram de moda, as Charvel saíram de cena. Mas como tudo é cíclico no mundo da moda e da música, passados 20 anos, a marca ressurgiu com bastante força, baseada nos conceitos originais de produção. Os modelos são fabricados nos Estados Unidos, com a própria Fender como proprietária da "grife" Charvel.

A So-Cal Style 1 possui braço de uma peça em maple co shape bem achatado, feito especialmente para os fritadores loucos e alucinados que gostam de apoiar o polegar no centro da parte posterior do braço. Esse não é meu ideal de pegada, mas, para os fanáticos por velocidade dos anos 1980 e de hoje, é o sonho máximo. A pestana com trava Floyd rose foi impecávelmente ajustada e possui largura de 43mm. Os 22 trastes jumbo têm acabamento exemplar e as tarraxas Grover e a alavanca Floyd Rose original desempenham o papel de um poderoso propulsor V8. Minha guitarra também tem Floyd, porém achei interessante o fato da Charvel em questão ter o trêmolo instalado sem backbox, mas com boa distância da superfície do corpo, graças à angulação radical do braço, é idêntico às guitarras consagradas da década de 80 e faz uma enorme diferença de pegada, mesmo "virando a ponte aos avessos" a afinação continua perfeita. A guita tem apena s um botão de volume e uma chave de 3 posições (caracteristica conhecida como ligação espartana).

A guitarra que testei é a versão atual das Charvel com escudo, ela possuí um escudo preto fosco que conferia a ela a dose certa de maldade com a pintura em dourado metálico. Os captadores são DiMarzio: tone Zone (ponte) e Evolution (braço). O Tone Zone é um dos meus pickups favoritos e também são do mestre Jaques Molina, e segundo Jaques ele é uma verdadeira usina de harmônicos. O Evolution tem um grave energético, com um nível de sustein que junto com o Tone Zone formam um casal perfeito.
Empunhando uma Charvel, você sente a sensação de estar pilotando um Porche, pois a força motriz da "menina" é de arrepiar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nuno Bettencourt - Um virtuose Portugues

Nuno Bettencourt que nasceu no dia 20 de Setembro de1966, (Praia da Vitória, Terceira, Açores), é um virtuoso guitarrista português.
É membro da banda Extreme, e ficou famoso por seus solos extremamente técnicos e sua maneira de tocar foi muito influenciada por Eddie Van Halen.


Biografia

Mudou-se com a sua família para Hudson, Massachusetts aos 4 anos. Não tinha grande interesse por música pois preferia jogar hóquei e futebol. O primeiro instumento que tocou foi bateria, até que o seu irmão, Luís, começou a ensinar-lhe a tocar guitarra mas aprendeu como autodidacta.
Em 1985 Bettencourt juntou-se à banda Extreme. No dia 5 de Agosto de 1987 fizeram um concerto em Boston com presença de executivos de grandes gravadoras e em Novembro assinaram com a A&M Records.
Por volta de março de 1988, os Extreme fizeram sua primeira grande apresentação ao público, abrindo um concerto dos Aerosmith (banda também de Boston).
Em 1989 lançaram o álbum ‘Extreme’ que não teve muito sucesso. Depois de uma turnê pela América do Norte e Japão, os Extreme lançaram o álbum, ‘ Pornograffitti’, que em 1990 os colocou definitivamente no hall da fama. O som da banda começava a mudar. Em alguns momentos ainda soava o “Funk Metal”, mas o rock e o hard rock tinham forte presença em ‘Pornograffitti’.
Ainda em (1990) participou no disco "Putting Back The Rock" de Jim Gilmore. Entraram em sua segunda turnê pelos Estados Unidos, enquanto as baladas "More Than Words" (o maior hit dos Extreme) e "Hole Hearted" não saiam das rádios. Em Dezembro de 1990 a Washburn Guitars lança uma série de guitarras, “N4 - Nuno Bettencourt Signature Series”, com a assinatura de Nuno Bettencourt.
O single "More Than Words" alcançou o primeiro lugar em vários países, entre eles: Estados Unidos, Holanda e Israel. Durante a turnê tocaram em vários festivais e com vários grupos e cantores famosos, entre eles o Ex-Van Halen David Lee Roth. Nuno foi convidado para tocar no “Guitar Legends” em Sevilha, Espanha. Tocou ao lado de Brian May, Steve Vai, Joe Satriani, entre outros.
A turnê de ‘Pornograffitti’ terminou em Honolulu, no dia 15 de Dezembro de 1991. Em 1991 participou em "Confessions" de Dweezil Zappa. Nuno canta numa semi-balada intitulada "O Beijo".


Em Janeiro de 1992 o Extreme fez um dos maiores concertos de sua história, para cerca de 60.000 pessoas, no Hollywood Rock, no Rio de Janeiro. O fenômeno Nuno Bettencourt não parava de ganhar prêmios.
Foi premiado em todas as categorias a que foi indicado no “Guitar For The Practicing Musician readers’ poll” e ainda ganhou os premios:“Top Of The Rock”, “Songwriter of the Year”, “Solo of the Year” (pelo solo de guitarra que fez, chamado “Flight of the Wounded Bumblebee”) e também “Guitar LP of the Year”. O Extreme foi indicado para oito categorias no Boston Music Awards e ganhou cinco delas: “Act of the Year”, “Outstanding Rock Single” (por “Hole Hearted”), “Outstanding Pop Single” (por “More Than Words”), “Outstanding Song/ Songwriter” (Nuno e Gary por “More Than Words”) e “Outstanding Instrumentalist” (Nuno Bettencourt).
No dia 20 de Abril tocaram "More Than Words" e uma versão acústica de "Love of My Life" (do Queen) no concerto de Tributo a Freddie Mercury, para mais de 70.000 pessoas, no estádio de Wembley.
Nuno participa no tema "Maubere de Rui Veloso" a favor da causa Timorense.
Em Setembro de 1992 foi lançado o terceiro álbum do Extreme, ‘III Sides To Every Story’. Nuno ganhou o prêmio “Guitarist of the Year” da Metal Edge Magazine. A turnê europeia da banda terminou em 23 de Dezembro de 1992 no estádio de Wembley, onde foram assistidos e aplaudidos por Brian May, Roger Daltrey, entre outros astros. Mais prêmios vieram para o Extreme. Nuno ganhou o “MVP” no Guitar World readers’ poll, ganhou também o prêmio de “Best Rock Guitar”, também o “Best Rock Guitar Album” (pelo álbum “III Sides”) e “Best Solo” (pelo solo de guitarra de Rest In Peace). Em 1993, Bettencourt co-escreveu e produziu Where Are You Going, para o filme Super Mario Bros.
Em 1994, Bettencourt casou com a cantora Suze DeMarchi. Também participou no disco "Honey" de Robert Palmer. 1995 foi o ano do quarto álbum da banda, ‘ Waiting For The Punchline’. Mais um álbum de sucesso, com vários hits, entre eles: "Hip Today", "Unconditionally" e "Cynical". A primeira e única canção instrumental do Extreme saiu nesse álbum. Uma sensacional canção de violão chamada Midnight Express.
Em 1996 saiu da banda para iniciar uma carreira a solo. Nuno Bettencourt lançou seu CD ‘Schizophonic’ que surpreendeu a todos os fãs que esperavam um CD ao estilo Steve Vai ou Eddie Van Halen. Schizophonic demorou cinco anos a ser concluído.
Em 16 de dezembro de 1997, Bettencourt forma a banda Mourning Widows (o nome foi inspirado por uma escrita que tinha visto na parede de uma igreja em Portugal) que lançaram no Japão, através da Polydor, um álbum auto-intitulado. o disco vendeu 45.000 no primeiro mês. O segundo álbum da banda, "Furnished Souls for Rent" foi lançado originalmente no Japão em 2000. Em 1999 grava "Try Again" com a cantora Lúcia Moniz e grava "Every Diamond" para o disco de tributo a Rui Veloso.
Forma a banda Population 1 que lançam um disco em 2002. Devido a questões legais, o nome teve de ser alterado passando finalmente para DramaGods. DramaGods
lançou seu primeiro álbum em dezembro de 2005. DramaGods apareceram no Udo Music Festival, juntamente com KISS, Santana, Jeff Beck, The Doobie Brothers, Alice in Chains, The Pretenders, Ben Folds Five, e outros, em Julho de 2006.
Um CD do mágico Criss Angel, Mindfreak, contém uma música em que aparece Bettencourt e foi lançado em junho de 2006.


Nuno tocou com os The Satellite Party de Perry Farrell até julho de 2007. Bettencourt ajudou a produzir "Ultra Payloaded", o álbum de estreia do grupo lançado em 29 de maio de 2007 pela Columbia Records.
A banda de Hard Rock Extreme regressou em 2008 com o disco “Saudades de Rock”, o primeiro lançamento de estúdio da banda em 13 anos.
Em 2008, Bettencourt foi destaque na trilha sonora para o filme "Smart People". É creditado na capa da trilha sonora que inclui a faixa "Need i say more", com Gary Cherone (dos Extreme), e as seleções "Baby Animals".
Em 2009 colaborou em "The Best Night Ever" de Marshall, uma personagem de "How I Met Your Mother". O vídeo era uma paródia ao video de "More Than Words".
Nuno é o guitarrista da tournée mundial da super estrela Rihanna na sua Last Girl On Earth Tour que teve inicio em 16 de Abril de 2010.

Estilo musical

Como guitarrista e compositor, Bettencourt consegue retirar uma variedade de estilos e influências. Os seus trabalhos mais importantes foram no campo do rock e heavy metal mas os seus maiores sucessos foram canções acústicas. Bettencourt é considerado como um guitarrista técnico e é influenciado por muitos guitarristas diferentes como Eddie Van Halen, Al Di Meola, Brian May e Jimmy Page.

Curiosidades

Em 1994, Bettencourt se casou com a cantora Suze DeMarchi. Eles têm dois filhos juntos: Bebe Orleans (nascido em 2 de fevereiro de 1996) e Lorenzo Aureolino (nascido em 12 de agosto de 2002). Eles vivem atualmente em Los Angeles.
Bettencourt cita o alimento italiano como sua comida favorita. Adora sushi e bares Butterfinger (Music Choice).
Nuno Bettencourt está presente no CD e DVD do "Guitar Wars" onde aparecem grandes músicos como Steve Hackett (Genesis, GTR), o baixista do Led Zeppelin John Paul Jones e Paul Gilbert dos (Racer X e Mr. Big).
Nuno colaborou com a sua esposa Suze DeMarchi e com os membros da banda Baby Animals e no disco solo de sua esposa lançado em 1998, "Telelove".
Em 2006, a banda Extreme teve seu sucesso "Play With Me", presente no jogo de video-game " Guitar Hero Encore: Rocks the 80s".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Afinando seu instrumento-Aula 3

Para afinar nossa guitarra, podemos usar um outro instrumento que esteja afinado e comparar as cordas soltas, podemos nos beneficiar do uso de um afinador eletrônico,afinar pelos harmônicos, por acorde, de vários jeitos. Mas, a forma de afinar mais usada pelos guitarristas de todo o mundo, é através da comparação da 5ª casa com a corda solta abaixo.

Reparem que a 5ª casa na 6ª corda, representa a nota A e que a 5ª corda solta, também é denominada A . Portanto, aom esse raciocínio, ao equiparar o som destas cordas você já estará afinando a sua guitarra. O mesmo ocorre para a 5ª, 4ª, e 2ª corda.

Olhe a figura abaixo e repare que a 4ª casa da 3ª corda representa a nota B, o que equivale a corda solta.

Exercicios

1- Localize as notas indicadas no braço do instrumento

2 - Complete os espaços, dizendo a distância entre as notas em tons e semitons

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Guitarristas Brasileiros - Juninho Afram

Sou suspeito pra falar sobre esse cara, além de ser um super músico, é um cara que não esconde sua fé em Deus e faz questão de dizer que o objetivo maior da banda é levaar o Evangélio a toda criatura.


Juninho Afram ganhou seu primeiro violão, um Nylon da Gianini, aos 11 anos de idade. Aos 13 começou a estudar violão clássico.
Aos 14 anos ganhou sua primeira guitarra, uma Gianini SG, com o braço rachado. Nesta época passava as tardes ouvindo e “tirando” músicas e tocando com as bandinhas da escola. Teve o seu primeiro professor de guitarra, o Gino, que lhe ensinou o básico.
Aos 15 começou a tocar na Igreja Cristo Salva do pastor “tio” Cássio, ingressando numa banda chamada Estação Céu. Algum tempo depois, montou junto com o Walter e o Maradona o “G3”, que mais tarde se tornou o “Oficina G3”..
Juninho, em meio a febre de pedais BOSS, que nessa época eram caríssimos e inacessíveis à maior parte dos músicos, começou a montar seus próprios pedais a partir de esquemas de revistas de eletrônica e alguns livros. Um overdrive que ele apelidou de Lixodrive e um Equalizador apelidado de Porcoalizer, de tão ruim que eram os pedais.


Pouco tempo depois montou seu primeiro amplificador, que se não me falha a memória, foi chamado por ele, em um workshop que vi de: JR amp e que segundo o guitarrista tinha som de “radinho AM”. E para substituir a ausência do metrônomo Juninho Afram gravava em um gravador batidas contínuas para treinar guitarra.

Juninho com suas custons e o mestre Seizi Tagima



Seu sofrimento só acabou, quando seu primo Maurício lhe emprestou um Big Muff ( tipo Fuzz ) e um Phaser, ambos da Electro Harmonix.
Foi autodidata até os 22 anos, quando estudou 1 ano de harmonia e improvização com o Kiko Loureiro.
Aos 26 anos fez canto lírico na U.L.M ( Universidade Livre de Música Tom Jobim ), onde estudou por 2 anos. Em julho de 1996 começou a estudar com Mozart Mello, com quem estudou durante um ano e meio.
É casado com Viviane e tem um filho chamado Pedro.

O trio de ferro da guitarra brasileira. Juninho Afram, Edu Ardanuy e Kiko Loureiro.

Porque OFICINA G3?
A sigla G3, causa de grande polemica, é a abreviatura de Grupo 3 porque na igreja havia várias bandas de louvor que se revezavam entre si. Em São Paulo o grupo resolveu entrar em um concurso de música gospel, não possuindo um nome resolveram ultilisar a sigla G3 Mais tarde, resolveram mudar de nome e escolheram "Oficina", procurando falar de um concerto do homem com Deus. Na verdade, a banda já era conhecida por "G3" então aconteceu uma junção dos dois nomes. O que foi bom pois o nome facilita a aceitação por parte dos não evangélicos, como explica Duca Tambasco: "Tem muita gente que vai aos shows sem saber que a banda é gospel. Chegando lá, curte o som, e quando percebe, já está cantando, aceitando Jesus e indo embora salvos. É uma forma de chegar a locais onde o evangelho não chega, afinal um dos nossos objetivos é saquear o inferno".

Como você vê a adoração hoje?

Hoje em dia eu vejo duas coisas: uma é muito boa — as pessoas estão despertando para uma intimidade maior com Deus, para exercer aquilo para qual fomos criados, adorar a Deus. A outra é ruim — mais uma vez estamos criando regras para a ação de Deus, para o mover de Deus. Veja o exemplo da adoração espontânea. Foi algo que aconteceu com algumas pessoas num momento especial. De repente a gente começou a utilizar isso como regra. Outro exemplo: algumas pessoas sentiram que deviam se colocar diante do altar e de costas para a Igreja. Mais uma vez muita gente tomou isso como uma regra. Agora, aquele que adora de coração, experimenta coisa de da parte de Deus que quem não adora jamais vai experimentar. Estou falando de algo que ultrapassa os limites da música.

A sua história na música cristã começou como um ministério de louvor. Esta origem teve reflexos na maneira que você faz música hoje?

Desde pequeno entendi que a adoração tem que fazer parte da vida de um cristão. Jesus fala que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Então isso sempre fez parte da minha história, da minha vida. Eu nunca entendia essas referências que o homem dá: isso é adoração, aquilo não. Mas eu sempre tive nos meus momentos com Deus um tempo em que pude me fechar no quarto e cantar ou orar. Foram tempos difíceis que Deus muitas vezes me falava através de música. Um bom exemplo foi com a música “Deus eterno”, que surgiu num momento muito difícil pelo qual eu estava passando. Então acho que é muito lindo quando a gente tem este momento de intimidade com Deus.

E você acha que isto é reflexo do tempo que você participou de um grupo de louvor?

Acho que as pessoas confundem um pouco o trabalho do Oficina G3. Muita gente fala para nós: “vocês precisam se tornar adoradores”. O homem vê a aparência, Deus vê o coração. Veja o que aconteceu com Samuel quando foi ungir o novo rei de Israel. Eliabe era o filho mais velho de Jessé, homem formoso, e Samuel, que era homem de Deus — quantos de nós não gostaríamos de ser metade daquilo que ele foi —, olhou para Eliabe e teve certeza que ele era o ungido do Senhor. Mas Deus disse: “eu o rejeitei”. Então esse é o lance. Apenas Deus pode dizer se alguém é adorador. O fato de alguém levantar a mão e cantar “glória a Deus e aleluia” não faz dele um adorador.

Mas vocês sofrem muito preconceito por tocar música gospel?

Um dia desses tive uma experiência muito forte. Um rapaz chegou para nós e perguntou se lembrávamos dele. Dissemos que não. Daí ele perguntou: “vocês se lembram de uma apresentação num ginásio tal, em que só uma pessoa se converteu?” Lembramos deste dia por que foi um dos mais tristes do nosso ministério, e ficamos tentando descobrir o que havíamos feito de errado. Naquele aquele rapaz abandonou as drogas e hoje é pastor de uma igreja com 600 membros. Então é a nossa recompensa. Entenda bem, eu sou um adorador apaixonado por Deus. Mas até o termo adorador já se desgastou. Como gospel também. Acho que aquilo que nós somos só quem pode dizer é Deus. O que não podemos é fazer juízo de todas as situações. Mas isso não é uma coisa que não nos incomoda mais.

Você é reconhecido não só no meio evangélico como um músico talentoso. A música como arte exige esmero técnico, mas qual é a importância da técnica na adoração?

Na época em que dava aulas, eu costumava dizer para meus alunos que a técnica não faz o músico. Mas ela é a porta para que você coloque para fora tudo aquilo que está dentro do seu coração. Às vezes você tem coisas lindas dentro do coração, mas suas mãos e sua técnica não têm capacidade de colocar aquilo para fora. Não corresponde àquilo que você gostaria de transmitir. É como se uma pessoa quisesse expressar seu amor por pessoas que não conhecem seu idioma. Você tem boas intenções, emoções verdadeiras, mas não consegue falar nada. A técnica é fundamental para expressar aquilo que está no coração.

E você é disciplinado?

Já fui muito disciplinado no estudo do meu instrumento. Obviamente que as responsabilidades vão aumentando e a família também. Eu não consigo mais dispor de tempo que gostaria. Mas sempre que posso aproveito para estudar. Tenho tido a oportunidade de fazer workshops, que é um momento que passo com a galera da guitarra. O músico cristão tem que se aprimorar para oferecer seu melhor para Deus. Tem que ser sincero, mas tem que se aprimorar.

Muitos jovens se espelham em você e sonham alcançar um lugar ao sol, conquistar fama e sucesso. Você certamente deve conhecer muitos casos de gente que perdeu a cabeça ao se deparar com a fama e o assédio. Como você lida com isso?

Eu respondo muitos e-mails a respeito disso. Eu penso que isso é um exercício diário para entender que não somos nada. Como diz o Palavra, “aquele que pensa estar de pé cuide para que não caia”. Isso deve estar gravado no coração do cristão. Penso que tudo o que eu sou é por que o Senhor permitiu que eu fosse. Então, cuido para nunca esquecer disso, pois não cheguei aqui por eu sou o “bonzão”. O ser humano tem uma característica muito interessante: se não recebemos incentivos de nenhum lado desanimamos. Por outro lado, se começamos a receber muitos elogios corremos o perigo de achar somos bons por méritos próprios. Essa linha que divide um lado e outro é muito fina.