quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma lenda chamada Fender.

Em nossa última enquete "Qual a sua marca preferida?" acompanhei uma revira volta nos ultimos intantes da votação. A Tagima vinha firme e forte rumo a vitória, e quando eu menos esperava, eis que surge uma gigante Americana que com certeza merece o posto de campeã da enquete e lenda na história da guitarra elétrica.
Fala a verdade, para a grande maioria, a primeira marca que vem a cabeça quando discutimos sobre qualidade de instrumentos músicais é o nome Fender.
O post ficou grande, porém bem completo. Vale a pena conferir!!!


Importância na Música

A ilustre história da Fender é a de maior sucesso no curto período de existência das guitarras de corpo sólido. Todo músico sabe que as guitarras Fender são os instrumentos elétricos mais aclamados e imitados do mundo, seja no country, blues, jazz ou rock'n'roll. Os amplificadores Fender, que eram de qualidade duvidável antes do termo significar um tipo de música, têm sido o padrão mundial de excelência profissional. Qualquer músico, de iniciantes aos mais aclamados e conceituados artistas têm usado instrumentos e amplificadores Fender, alguns lendários como a Stratocaster, a Telecaster e os contrabaixos Fender Precision Bass e Jazz Bass. Resumindo, a Fender moldou os estilos da música moderna por mais de meio século. É um legado sem comparação, o qual merece ser celebrado.
No final dos anos 1960, a maioria dos músicos tocava guitarras Fender - Os Beatles (menos usadas que suas outras guitarras), Jimi Hendrix, The Who. Nos anos 1970, Eric Clapton, Mark Knopfler e incontáveis outros gravaram o rugido Fender ainda mais profundamente na consciência coletiva. A fusão de jazz, country, rock e blues alcançou novos níveis e encontrou uma base comum no som de Leo Fender. Bandas New Wave e Punk também foram "fenderizadas". Colecionadores apreciaram como os corpos maciços mudaram a história da música. Admiradas e tocadas no mundo todo, as guitarras Fender contribuíram para a globalização dos valores culturais ocidentais, especialmente nos países comunistas do leste Europeu. O escritor Jim Washburn chegou até a sugerir que as guitarras Fender fizeram mais para enfraquecer a cortina de ferro que os mísseis intercontinentais.

História

No início década de 1930, o texano Leo Fender descobriu como aprimorar o som dos instrumentos amplificados: Produzir instrumentos de corpo sólido. A idéia simples e inovadora poderia se tornar rentável, caso entrasse em linha de produção.
Antes de trabalhar com guitarras elétricas, Fender trabalhou com rádios e fonógrafos. Em 1944, ele e o músico/inventor Doc Kaufmann patentearam o captador montado em um corpo sólido único. Esta coisa crua, impossível de se tocar, parecia no máximo um projeto de feira escolar de ciências, mas resultou na quase sociedade chamada K&F (Kaufmann & Fender) Manufacturing. K&F fabricou guitarras elétricas e amplificadores em um barracão nos fundos da loja de rádios de Fender na região central de Fullerton, Califórnia. Kauffmann uma vez disse, "Sim, eu ajudei Leo a começar um negócio de US$234 milhões!"


Alcançando o sucesso

Amparado pelo sucesso da K&F, Fender viu sua chance de ultrapassar as outras empresas de guitarra ser eliminada do mercado musical pela Segunda Guerra Mundial. Kauffmann estava um pouco desconfiado e desistiu no início de 1946, um ato que levou à mais importante virada desta história. Leo fundou então a Fender Manufacturing Company, que logo tornou-se a Fender Electric Instrument Company. Em 3 de maio de 1946 ele obteve a licença de edificação nº 5484 na prefeitura de Fullerton, e construiu dois edifícios com estrutura de aço com paredes de metal corrugado --- um lugar para tocar o negócio a sério. Em 1947 a linha Fender incluía os lendários amplificadores com gabinete de madeira e guitarras de madeira dura. Embora a operação tenha patinado nestes primeiros meses, ela logo embarcou na onda de prosperidade que se seguiu à guerra. Don Randall, que trabalhava para o distribuidor de Fender (The Radio and Television Equipment Company, ou Radio-Tel, de F.C. Hall), cuidava das vendas. Em fins de 1940 muitos músicos consideravam Fender como o principal inovador em projetos de instrumentos, e a empresa obteve endosso das maiores bandas de swing do oeste e dos melhores guitarristas da época.
Fender começou a trabalhar no item mais óbvio de seu catálogo - uma guitarra de corpo sólido - em 1949. Há muitos relatos confusos sobre o que aconteceu depois, mas é suficiente dizer que George Fullerton, o gerente de produção da fábrica na época, ajudou a fazer o protótipo. Logo uma segunda peça foi completada. A Radio Tel introduziu a Esquire de um único captador em abril de 1950, antes que a fábrica estivesse pronta para produzi-la em quantidade, e antes que o projeto final tivesse sido definido. Complicando ainda mais as coisas, Leo também planejava um modelo Esquire com dois captadores. Enquanto isso, Randall se ocupava em controlar os danos causados pelo acúmulo de pedidos não atendidos.



Fender necessitava de mais espaço para trabalhar, e acrescentou uma ala em concreto à sua fábrica em maio de 1950. Adquiriu também máquinas-ferramenta adicionais, necessárias à produção de guitarras, começando uma produção limitada no verão daquele ano. Mas Randall temia que os braços, sem um reforço, pudessem empenar, e implorou a Leo que resolvesse o problema antes de embarcar mais instrumentos. Após vários meses de atraso, Leo projetou uma barra de tensão de reforço. Em novembro a guitarra com dois captadores entrou em produção plena como o modelo Broadcaster, surgindo pela primeira vez em uma lista de preços de dezembro de 1950. A fábrica produziu o modelo até a terceira semana de fevereiro de 1951, quando Randall abandonou o nome devido a um pedido da Gretsch (que produzia as baterias e banjos Broadkaster). Em alguns dias a Broadcaster tornou-se a Telecaster. (A Esquire de um único captador entrou em produção plena, com
tensor no braço, em janeiro de 1951.)
Depois que Fender introduziu suas guitarras padrão, ele inventou o Fender Precision Bass, outro marco no projeto de instrumentos musicais. Mais do que simplesmente um novo modelo, ele personificava uma nova classe de instrumento: um baixo totalmente elétrico, com trastes, empunhado e tocado como uma guitarra, livrando os baixistas de seus baixos acústicos, que eram difíceis de se ouvir em orquestras e shows. Outros fabricantes agarraram a idéia e fizeram instrumentos similares, mas o P-Bass, em suas várias encarnações, e o Jazz Bass que se seguiu iriam tornar-se os baixos elétricos mais populares jamais feitos. A excitação que criaram entre grandes músicos como Lionel Hampton e Monk Montgomery ajudaram Fender a entrar ainda mais profundamente nos domínios do jazz e da música popular. Em 1953, Fender, Randall, Hall e o vendedor Charlie Hayes formaram a Fender Sales, Inc., que substituiu a Radio Tel na comercialização das Fenders. A fábrica foi transferida para instalações maiores, três novos edifícios na S. Raymond Avenue, 500, em Fullerton. Leo concentrou-se na introdução da Stratocaster, um modelo mais luxuoso, necessário para competir com Gibson e Gretsch. Ela estava destinada a tornar-se a guitarra elétrica mais aclamada pelos músicos, a primeira a ser projetada tendo em mente o conforto do músico e a facilidade de execução. Seu vibrato embutido colocou um som brilhante (e um bombardeiro de mergulho) nas pontas dos dedos dos músicos. Em carta escrita em abril de 1954, Randall prometia embarcar as primeiras Stratocasters em 15 de maio.
Leo contratou Forrest White, um engenheiro industrial de que a empresa necessitava desesperadamente, em 20 de maio de 1954. Ele lidava com a maioria das operações rotineiras da fábrica, incluindo a expansão durante o período de crescimento mais rápido da Fender. Em 1958, a empresa tinha 9 edifícios, 29 em 1964. Apesar de um começo tosco e atribulado, ela emergiu como um modelo para a indústria. Fender fez violinos elétricos, steels, bandolins, e amplificadores lendários. A guitarra Jazzmaster, introduzida em 1958, mudou poucas mentes nos círculos de jazz, mas abriu seu próprio caminho no seio de uma subcultura musical adolescente, causando furor entre bandas que imitavam Dick Dale e The Ventures. Modelos adicionais de guitarras dos anos 1960 eventualmente incluíram a Jaguar, a Mustang, Electric-XII (guitarra elétrica de 12 cordas), Bass VI, e instrumentos acústicos. Fender queria satisfazer as necessidades dos músicos e dos revendedores de música, mesmo que isto significasse fazer algumas guitarras com apelo limitado.Vários guitarristas utilizam guitarras Fenders,Como David Gilmour,Eric Clapton, Jeff Beck, Mark Knopfler, Ritchie Blackmore, Richie Sambora, Dave Murray, Jimi Hendrix, Muddy Waters, Buddy Guy, Yngwie Malmsteen, Eric Johnson, Stevie Ray Vaughan


A venda da Fender

A Fender foi, de longe, a mais importante formadora de tendências no início dos anos 1960; entretanto, Leo preocupava-se com a possibilidade de a tecnologia do transistor tirá-lo do negócio. Ele também sofria de uma persistente infecção que minava suas energias. Por volta do começo dos anos 1960, o inventor decidiu vender a empresa. Randall e Fender que haviam se tornado os únicos sócios em 1955 fizeram um acordo com a CBS por $13 milhões, efetivo em 5 de janeiro de 1965. Essa fase da fábrica duraria exatos 20 anos.
A CBS-Fender continuou a crescer implacavelmente à medida que a guitarra tornou-se uma instituição. Em 1979, vendeu mais de 40.000 instrumentos por ano, mas não sem problemas. Cópias, e principalmente as crescentes importações do Japão, minaram os lucros da corporação. Os Estados Unidos entraram em uma recessão, e o interesse por guitarras diminuiu; os adolescentes preferiam comprar vídeo games. No princípio dos anos 1980 a CBS percebeu que a Fender necessitava de reparos, e recrutou uma nova equipe de gerenciamento. William Schultz tornou-se presidente da Fender. Em 1982, a empresa retornou aos modelos originais torneados por Leo, pré - CBS, e começou a fazer reedições vintage baseadas nas especificações originais. Schultz embarcou em um programa de modernização muito necessário, embora tardio. Ainda assim, os lucros caíram. O trabalho continuou na fábrica de Fullerton onde o emprego havia caído de um pico histórico de 1.100 empregados para 90. Em 1984 a CBS decidiu vender a empresa, e um grupo de investidores liderado por Schultz comprou o nome e a distribuição por US$12,5 milhões em março de 1985.
A Fender logo abriu uma oficina em Corona, Califórnia, e concentrou-se na qualidade, em vez da quantidade. Introduziu os modelos American Standard: primeiro a Stratocaster e depois a Telecaster. A imagem da Fender, obscurecida pela CBS, voltou a brilhar. Quando a nova fábrica aumentou sua capacidade, as taxas de câmbio favoreciam as exportações de produtos feitos nos Estados Unidos. Em uma notável virada, o negócio prosperou como uma fênix renascida das cinzas. O que começara como uma área de 4.200 m² dedicada a guitarras em 1985, tornou-se uma instalação de 24.000 m² em 1990. Outra fábrica foi acrescentada no México. Mais importante, toda a empresa, incluindo a Custom Shop (que produz instrumentos limitados, exclusivos e mais caros), recém estabelecida, começou a determinar novos padrões para a indústria. A primeira metade dos anos 1990 trouxe novos modelos de guitarra, uma Custom Shop expandida, e a Custom Amp Shop. A empresa é antiga, mas certamente não está cansada!

As mais famosas.


FENDER TELECASTER: Primeiro instrumento da Fender a atingir grande público, a Telecaster possui timbre bastante cru e caracteristico de single-coils. Muitas vezes, acaba sofrendo algumas mutações, como a substituição do captador do braço por um humbucking, como na guitarra ultilizada pelo ícone do rock and roll Keith Richards. Emblemática, a Tele esteve sempre associada a algo revolucionário ou rebelde, como o The Clash, por exemplo. Continua em alta até hoje, usada por bandas como Radiohead.

Obs:Aqueles que me conhecem, sabem que é meu sonho de consumo.



FENDER STRATOCASTER: Sem dúvida, o maior sucesso da Fender. Uma guitarra que abriu novos caminhos em termos de desing e recursos sonoros, como seu genial sistema de trêmolo, explorado com maestria e consagrado graças a Jimi Hendrix. Virtuoses e bluseiros lendários realizaram sua jornada com uma strato. Nunca saiu ou sairá de moda. Associada a super-heróis da guitarra como Steve Ray Vaughan, Eric Clapton, Jeff Beck, Ritchie Blackmore, Yngwie Malmsteen e Dave Murray. Precisa dizer mais?



FENDER JAZZMASTER: Representou uma retomada da fender em termos de inovações de desing e opções sonoras. Timbre bem cheio e diferenciado, graças a capta semelhantes a um P-90. Tal timbre, somado à alavanca de efeito bastante suave, foi peça chave na sonoridade da surf-music.



FENDER JAGUAR: A Jaguar deve ter sido idealizada para ser a evolução da Stratocaster. Tinha escala mais curta e um complexo esquema elétrico. Mas nunca conseguiu superar a strato em popularidade e genialidade. Virou febre nos tempos da surf music, saiu de cena por um bom tempo e mostrou décadas depois, ser capaz de ficar furiosa com a simples instalação de humbuckers.



FENDER MUSTANG: Em uma guitarra bem básica, de nível iniciante, dericada da Duo-Sonic. Despresada durante décadas, alcançou enorme popularidade nos anos 1990, por muito ultilizada por bandas do movimento Grunge/Alternativo. Permance viva, mais acabou doando parte de seu DNA para a Jagstang, concebida por Kurt Cobain (Nirvana).


FENDER TELECASTER CUSTOM/THINLINE: Por possuir humbuckings, os famosos “Full Range”, a Tele Thinline representou uma grande inovação na linha da Fender. Fez enorme sucesso graças ao seu timbre bastante cheio ao mesmo tempo brilhante e estalado. Conquistou a devoção de Keith Richards, que desde seu lançamento não desgrudou de sua Custom. É muito ultilizada atualmente por bandas de pop rock, como o Coldplay.



"Curtam o maior de todos os tempos empunhando uma Fender"


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Washburn Lyon Series - Review.

Fala galera!!!

As férias definitivamente acabarão, e com isso o tempo ficou ainda mais curto para nossas famosas coroçadas, e como fazer um review legal de uma guitarra sem testa-lá?
Essa semana estava eu conversando com meu brother “cabeça”, e nessa conversa, ele compartilhou que foi acompanhar um amigo na compra de uma guitarra. Fazer esse tipo de coisa é bem legal, pois qual músico não gosta de estar em uma loja de instrumentos musicais? Eu particularmente gosto muito, porém as vezes essas ocasiões podem ser meio chatas. Isso porque quando alguém que está começando a tocar te chama para dar sua opinião sobre um instrumento legal para compra muitas vezes pensa que você vai chagar na loja, olhar aquela guita novinha que esta dependurada na parede e dizer – Essa é perfeita, pode levar. O problema é que na maioria das vezes, a pessoa que esta iniciando seu “ciclo guitarristico” não quer investir muito, e sim comprar algo mais acessível. Sendo assim é difícil pra quem tem mais experiência no assunto indicar um instrumento novo, quando tem a oportunidade de encontrar algo usado de melhor qualidade.
O fato é que o termo “usado” pode assustar algumas pessoas (pelas muitas vezes que fui um desses acompanhantes vi isso acontecer), pois acham que o novo é sempre mais garantido, é livre de falhas e que terá uma vida útil bem maior que um instrumento de segunda ou terceira mão. É ai que mora o perigo!!!

Mais porque bulhufas eu escrevi tudo isso?

O Léo, nosso primeiro professor de guitarra, que já foi citado aqui no ATG em outras ocasiões nos deu um ensinamento muito interessante, e nós experimentamos essa experiências em nossas primeiras “guitarras de verdade”. E em uma dessas experiências nos deparamos com uma tal de “Washburn série Lyon’, guitarra qual gostaria de escrever algumas linhas.


Lyon customizada do cabeça. meritos para o incrivel luthier ZABOTO FILHO

Versátil ao extremo, é uma excelente opção para aqueles que procuram uma guitarra leve, confortável e com um visual bem atraente. O braço em marfim garante resistência e conforto, além de ajudar na captação de agudos, garantindo aquele estalado gostoso também é muito bonito.
A guita em questão é um modelo mais antigo das “Serie Lyon”, que por sinal são as melhores. Diferente das mais novas que são feitas de compensado de madeira, o que não é legal para a construção de um corpo, as Lyons construídas no início dos anos 90, possuem o corpo construído de “Soft Maple”, madeira que ajuda na captação de agudos, mais que não deixa a desejar na hora que você precisa extrair um som mais encorpado.
Os cap’s, são um humbucker Washburn 621 na ponte, que se mostra bem agressivo com distorção e tem boa captação de médios, e dois single’s que infelizmente não consegui identificar o modelo, mais que proporcionam um som bem aveludado, principalmente quando a chave seletora de 5 posições é usada na penúltima posição. Ponte / Tremolo ajustável String Thru, um controle de volume e dois controle de tom.
O ponto fraco fica na qualidade das tarrachas, que não são muito confiáveis.

Resumo: é difícil pensar em uma melhor guitarra em sua faixa de preço, pois lida com todos os estilos de música, deixando o guitarrista livre para decidir qual o estílo tocar. Ótima aquisição!!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Review CD - Sting in the Tail - Scorpions

Hoje eu acordei disposto a ouvir algo novo, que me empolgasse a escrever algo legal, já que já faz algum tempo que não posto nenhum review de um cd legal aqui no ATG.
O interessante é que não sei se posso chamar "Sting in the Tail - Scorpions" de algo novo. Primeiro porque o disco que segundo a banda será o fim da linha da carreira vitoriosa dos monstros Alemães, foi lançado lá em Julho de 2010 e segundo porque esse cd, diferente do que ocorreu com "Humanity: Hour 1", o antecessor de Sting in the Tail, onde a banda mudou de ares e resolveu arriscar em novas sonoridades, resgata os tempos aureos da banda no início dos anos 80, então a única coisa nova foi eu tê-lo ouvido só hoje.
Mais como eu, quem sabe você ainda não conhece também, garanto que será uma boa pedida, e se já tiver escutado e ficarei feliz em ouvir sua opinião.
Let's rock!!!



O décimo-sétimo álbum de estúdio da banda nos faz entender desde a primeira música que se trata de um úm disco dos bons, os riffs inconfundíveis de Jabs e Schenker na início de "Raised on rock" que é a primeira faixa com certeza irá te fazer entender o que estou dizendo.
Para um último trabalho, uma banda com a magnitude dos escorpiões teve que manter a linha que os consagrou, que em minha opinião, é uma escolha certa para não se comprometerem, uma espécie de "porto seguro", pois há muita coisa em jogo.
Para quem ouviu " Unbreakable", soa quase que como uma continuação com doze pedradas, sem deixar de apostar nas baladas que caracterizam a banda que estourou no mundo inteiro com " Wind of Change" e "Still Loving You". A
celebração roqueira convocada pelo excelente vocalista Klaus Meine trás "Rock Zone", "Let's Rock" e "Spirit Of Rock", músicas em que as letras fazem questão de mostrar que o rock ainda esta vivo.
A balada "Sly" tem uma história bem legal e típica dos anos 80, pois foi composta em homenagem a uma fã francesa cujo nome é Sly. O detalhe legal disso é que a ela foi batizada assim, porque, quando nasceu, a música "Still Loving You" era uma das mais tocadas nas rários do mundo todo. Seus pais gostavam tanto dessa conção que juntaram as iniciais do título para compor o nome. Na época, ele contaram isso para a a banda, que, mais de 20 anos depois, recebeu a inusitada visita da fã Sly nos camarins.
A ex-Nightwish Tarja Turunen, participa em "The Good Die Young", porém com uma discreta performance, onde a voz de Meine inesplicavelmente apaga quase que totalmente o vozeirão de Tarja.

The Best Is Yet To Come é de fazer chorar, não por ser uma música fraca, até porque é uma das minhas preferidas, onde carrega uma pegada meio country, mas porque sua letra diz um "até breve" que é como uma facada no coração dos fãs, assim como eu.



Particularmente não senti falta de nada no disco, a falta apenas será de ter a oportunidade de ver uma banda super competente com novos trabalhos para nos deliciarmos, e talvez até a ilusão de poder assisti-los um dia no Brasil, coisa que nunca aconteceu comigo...



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Leis De Formação Dos Acordes Mais Comuns

Existem fórmulas para a construção de um acorde. É extremamente saudável ter uma noção pelo menos das principais, pois você coloca o acorde certo, na hora certa e na posição que ele soa melhor quando está escrevendo algum riff, sem risco de erro Como a guitarra não possui uma seqüência exatamente definida e linear como num piano, por exemplo (existem várias notas em uma mesma Região e em posições diferentes no braço – "F" no primeiro traste da corda "E" ou no oitavo traste da corda "A"), pode-se notar que existem acordes que soam melhor quando tocados em uma determinada posição em um certo riff, enquanto o mesmo acorde, agora em outro lugar, soa horrível ou tem difícil execução (toque um G com a D, G e B soltas e depois com pestana no terceiro traste e você vai entender o que estou falando). Nesse momento entra o conhecimento da construção dos acordes. Nessa seção, irei mostrar apenas os mais comuns. Note que as fórmulas aqui mostradas estão na forma tradicional, com o baixo na tônica. No entanto, você pode colocar o baixo em qualquer nota do acorde. O que já é outro assunto chamado inversão de Acordes.

1. Acordes Maiores:


Maior: Tônica - 3ª - 5ª

Maj6: Tônica - 3ª - 5ª - 6ª

Maj6/7 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 7ª

Maj6/9 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª

Maj7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª

Maj7/5b : Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª

Maj7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª


2. Acordes Menores:


Min: Tônica - 3ª b - 5ª

Min6: Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª

Min6/7: Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª - 7ª

Min6/9: Tônica - 3 bª - 5ª - 6ª - 9ª

Min7: Tônica - 3ª b - 5ª - 7ª

Min7/5b: Tônica - 3ª b - 5ª b- 7ª

Min7/5#: Tônica - 3ª b - 5ª # -7ª


3. Acordes Suspensos:


Sus2 : Tônica - 2ª - 5ª

Sus4 : Tônica - 4ª - 5ª

Sus7 : Tônica - 4ª - 5ª - 7ª


4. Acordes Dominantes:


7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª b

7/5b: Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª

7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª b


5. Acordes Diminutos:


dim : Tônica - 3ª b - 5ª b

dim7 : Tônica - 3ª b - 5ª b - 6ª

6. Power Chord:


5 : Tônica - 5ª


Essas são apenas as formulas de acordes para facilitar o entendimento, em breve veremos mais sobre Harmonia!!! Até mais!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Teste - Chravel So-Cal Style 1

Bom dia galerinha das 6 cordas!!!
Em nossa última enquete "O que você gostaria de ver em nosso blog?" o assunto TESTES DE EQUIPAMENTOS foi o campeão absoluto, e sem deixar de abordar outros assuntos vamos procurar trazer mais e mais testes para nossos leitores.
E em minhas caroçadas habituais, encontrei uma jóia rara.

Na década de 80 Eddie Van Halen ultilizou componentes Charvel para construir suas primeiras guitarras "Frankenstein" influenciando assim a maioria dos super-guitarristas da década de 1980 a ultilizar instrumentos com contorno de Strato, com uma logomarca inconfundível em formato de guitarrinha. Eram modelos envevenados, com braços largos e planos, feitos de uma peça de maple e dotados de trastes jumbos. Essas guitarras possuiam ainda humbuckings e o então recém-lançado trêmolo Floyd Rose com microafinação. As Charvel eram máquinas mortais, especialmente para rock pesado. Entre os grandes nomes que as utilizavam estão Warrem DeMartini e Jake E. Lee. Assim como os grandes ícones dos loucos dos anos 80 saíram de moda, as Charvel saíram de cena. Mas como tudo é cíclico no mundo da moda e da música, passados 20 anos, a marca ressurgiu com bastante força, baseada nos conceitos originais de produção. Os modelos são fabricados nos Estados Unidos, com a própria Fender como proprietária da "grife" Charvel.

A So-Cal Style 1 possui braço de uma peça em maple co shape bem achatado, feito especialmente para os fritadores loucos e alucinados que gostam de apoiar o polegar no centro da parte posterior do braço. Esse não é meu ideal de pegada, mas, para os fanáticos por velocidade dos anos 1980 e de hoje, é o sonho máximo. A pestana com trava Floyd rose foi impecávelmente ajustada e possui largura de 43mm. Os 22 trastes jumbo têm acabamento exemplar e as tarraxas Grover e a alavanca Floyd Rose original desempenham o papel de um poderoso propulsor V8. Minha guitarra também tem Floyd, porém achei interessante o fato da Charvel em questão ter o trêmolo instalado sem backbox, mas com boa distância da superfície do corpo, graças à angulação radical do braço, é idêntico às guitarras consagradas da década de 80 e faz uma enorme diferença de pegada, mesmo "virando a ponte aos avessos" a afinação continua perfeita. A guita tem apena s um botão de volume e uma chave de 3 posições (caracteristica conhecida como ligação espartana).

A guitarra que testei é a versão atual das Charvel com escudo, ela possuí um escudo preto fosco que conferia a ela a dose certa de maldade com a pintura em dourado metálico. Os captadores são DiMarzio: tone Zone (ponte) e Evolution (braço). O Tone Zone é um dos meus pickups favoritos e também são do mestre Jaques Molina, e segundo Jaques ele é uma verdadeira usina de harmônicos. O Evolution tem um grave energético, com um nível de sustein que junto com o Tone Zone formam um casal perfeito.
Empunhando uma Charvel, você sente a sensação de estar pilotando um Porche, pois a força motriz da "menina" é de arrepiar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nuno Bettencourt - Um virtuose Portugues

Nuno Bettencourt que nasceu no dia 20 de Setembro de1966, (Praia da Vitória, Terceira, Açores), é um virtuoso guitarrista português.
É membro da banda Extreme, e ficou famoso por seus solos extremamente técnicos e sua maneira de tocar foi muito influenciada por Eddie Van Halen.


Biografia

Mudou-se com a sua família para Hudson, Massachusetts aos 4 anos. Não tinha grande interesse por música pois preferia jogar hóquei e futebol. O primeiro instumento que tocou foi bateria, até que o seu irmão, Luís, começou a ensinar-lhe a tocar guitarra mas aprendeu como autodidacta.
Em 1985 Bettencourt juntou-se à banda Extreme. No dia 5 de Agosto de 1987 fizeram um concerto em Boston com presença de executivos de grandes gravadoras e em Novembro assinaram com a A&M Records.
Por volta de março de 1988, os Extreme fizeram sua primeira grande apresentação ao público, abrindo um concerto dos Aerosmith (banda também de Boston).
Em 1989 lançaram o álbum ‘Extreme’ que não teve muito sucesso. Depois de uma turnê pela América do Norte e Japão, os Extreme lançaram o álbum, ‘ Pornograffitti’, que em 1990 os colocou definitivamente no hall da fama. O som da banda começava a mudar. Em alguns momentos ainda soava o “Funk Metal”, mas o rock e o hard rock tinham forte presença em ‘Pornograffitti’.
Ainda em (1990) participou no disco "Putting Back The Rock" de Jim Gilmore. Entraram em sua segunda turnê pelos Estados Unidos, enquanto as baladas "More Than Words" (o maior hit dos Extreme) e "Hole Hearted" não saiam das rádios. Em Dezembro de 1990 a Washburn Guitars lança uma série de guitarras, “N4 - Nuno Bettencourt Signature Series”, com a assinatura de Nuno Bettencourt.
O single "More Than Words" alcançou o primeiro lugar em vários países, entre eles: Estados Unidos, Holanda e Israel. Durante a turnê tocaram em vários festivais e com vários grupos e cantores famosos, entre eles o Ex-Van Halen David Lee Roth. Nuno foi convidado para tocar no “Guitar Legends” em Sevilha, Espanha. Tocou ao lado de Brian May, Steve Vai, Joe Satriani, entre outros.
A turnê de ‘Pornograffitti’ terminou em Honolulu, no dia 15 de Dezembro de 1991. Em 1991 participou em "Confessions" de Dweezil Zappa. Nuno canta numa semi-balada intitulada "O Beijo".


Em Janeiro de 1992 o Extreme fez um dos maiores concertos de sua história, para cerca de 60.000 pessoas, no Hollywood Rock, no Rio de Janeiro. O fenômeno Nuno Bettencourt não parava de ganhar prêmios.
Foi premiado em todas as categorias a que foi indicado no “Guitar For The Practicing Musician readers’ poll” e ainda ganhou os premios:“Top Of The Rock”, “Songwriter of the Year”, “Solo of the Year” (pelo solo de guitarra que fez, chamado “Flight of the Wounded Bumblebee”) e também “Guitar LP of the Year”. O Extreme foi indicado para oito categorias no Boston Music Awards e ganhou cinco delas: “Act of the Year”, “Outstanding Rock Single” (por “Hole Hearted”), “Outstanding Pop Single” (por “More Than Words”), “Outstanding Song/ Songwriter” (Nuno e Gary por “More Than Words”) e “Outstanding Instrumentalist” (Nuno Bettencourt).
No dia 20 de Abril tocaram "More Than Words" e uma versão acústica de "Love of My Life" (do Queen) no concerto de Tributo a Freddie Mercury, para mais de 70.000 pessoas, no estádio de Wembley.
Nuno participa no tema "Maubere de Rui Veloso" a favor da causa Timorense.
Em Setembro de 1992 foi lançado o terceiro álbum do Extreme, ‘III Sides To Every Story’. Nuno ganhou o prêmio “Guitarist of the Year” da Metal Edge Magazine. A turnê europeia da banda terminou em 23 de Dezembro de 1992 no estádio de Wembley, onde foram assistidos e aplaudidos por Brian May, Roger Daltrey, entre outros astros. Mais prêmios vieram para o Extreme. Nuno ganhou o “MVP” no Guitar World readers’ poll, ganhou também o prêmio de “Best Rock Guitar”, também o “Best Rock Guitar Album” (pelo álbum “III Sides”) e “Best Solo” (pelo solo de guitarra de Rest In Peace). Em 1993, Bettencourt co-escreveu e produziu Where Are You Going, para o filme Super Mario Bros.
Em 1994, Bettencourt casou com a cantora Suze DeMarchi. Também participou no disco "Honey" de Robert Palmer. 1995 foi o ano do quarto álbum da banda, ‘ Waiting For The Punchline’. Mais um álbum de sucesso, com vários hits, entre eles: "Hip Today", "Unconditionally" e "Cynical". A primeira e única canção instrumental do Extreme saiu nesse álbum. Uma sensacional canção de violão chamada Midnight Express.
Em 1996 saiu da banda para iniciar uma carreira a solo. Nuno Bettencourt lançou seu CD ‘Schizophonic’ que surpreendeu a todos os fãs que esperavam um CD ao estilo Steve Vai ou Eddie Van Halen. Schizophonic demorou cinco anos a ser concluído.
Em 16 de dezembro de 1997, Bettencourt forma a banda Mourning Widows (o nome foi inspirado por uma escrita que tinha visto na parede de uma igreja em Portugal) que lançaram no Japão, através da Polydor, um álbum auto-intitulado. o disco vendeu 45.000 no primeiro mês. O segundo álbum da banda, "Furnished Souls for Rent" foi lançado originalmente no Japão em 2000. Em 1999 grava "Try Again" com a cantora Lúcia Moniz e grava "Every Diamond" para o disco de tributo a Rui Veloso.
Forma a banda Population 1 que lançam um disco em 2002. Devido a questões legais, o nome teve de ser alterado passando finalmente para DramaGods. DramaGods
lançou seu primeiro álbum em dezembro de 2005. DramaGods apareceram no Udo Music Festival, juntamente com KISS, Santana, Jeff Beck, The Doobie Brothers, Alice in Chains, The Pretenders, Ben Folds Five, e outros, em Julho de 2006.
Um CD do mágico Criss Angel, Mindfreak, contém uma música em que aparece Bettencourt e foi lançado em junho de 2006.


Nuno tocou com os The Satellite Party de Perry Farrell até julho de 2007. Bettencourt ajudou a produzir "Ultra Payloaded", o álbum de estreia do grupo lançado em 29 de maio de 2007 pela Columbia Records.
A banda de Hard Rock Extreme regressou em 2008 com o disco “Saudades de Rock”, o primeiro lançamento de estúdio da banda em 13 anos.
Em 2008, Bettencourt foi destaque na trilha sonora para o filme "Smart People". É creditado na capa da trilha sonora que inclui a faixa "Need i say more", com Gary Cherone (dos Extreme), e as seleções "Baby Animals".
Em 2009 colaborou em "The Best Night Ever" de Marshall, uma personagem de "How I Met Your Mother". O vídeo era uma paródia ao video de "More Than Words".
Nuno é o guitarrista da tournée mundial da super estrela Rihanna na sua Last Girl On Earth Tour que teve inicio em 16 de Abril de 2010.

Estilo musical

Como guitarrista e compositor, Bettencourt consegue retirar uma variedade de estilos e influências. Os seus trabalhos mais importantes foram no campo do rock e heavy metal mas os seus maiores sucessos foram canções acústicas. Bettencourt é considerado como um guitarrista técnico e é influenciado por muitos guitarristas diferentes como Eddie Van Halen, Al Di Meola, Brian May e Jimmy Page.

Curiosidades

Em 1994, Bettencourt se casou com a cantora Suze DeMarchi. Eles têm dois filhos juntos: Bebe Orleans (nascido em 2 de fevereiro de 1996) e Lorenzo Aureolino (nascido em 12 de agosto de 2002). Eles vivem atualmente em Los Angeles.
Bettencourt cita o alimento italiano como sua comida favorita. Adora sushi e bares Butterfinger (Music Choice).
Nuno Bettencourt está presente no CD e DVD do "Guitar Wars" onde aparecem grandes músicos como Steve Hackett (Genesis, GTR), o baixista do Led Zeppelin John Paul Jones e Paul Gilbert dos (Racer X e Mr. Big).
Nuno colaborou com a sua esposa Suze DeMarchi e com os membros da banda Baby Animals e no disco solo de sua esposa lançado em 1998, "Telelove".
Em 2006, a banda Extreme teve seu sucesso "Play With Me", presente no jogo de video-game " Guitar Hero Encore: Rocks the 80s".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Afinando seu instrumento-Aula 3

Para afinar nossa guitarra, podemos usar um outro instrumento que esteja afinado e comparar as cordas soltas, podemos nos beneficiar do uso de um afinador eletrônico,afinar pelos harmônicos, por acorde, de vários jeitos. Mas, a forma de afinar mais usada pelos guitarristas de todo o mundo, é através da comparação da 5ª casa com a corda solta abaixo.

Reparem que a 5ª casa na 6ª corda, representa a nota A e que a 5ª corda solta, também é denominada A . Portanto, aom esse raciocínio, ao equiparar o som destas cordas você já estará afinando a sua guitarra. O mesmo ocorre para a 5ª, 4ª, e 2ª corda.

Olhe a figura abaixo e repare que a 4ª casa da 3ª corda representa a nota B, o que equivale a corda solta.

Exercicios

1- Localize as notas indicadas no braço do instrumento

2 - Complete os espaços, dizendo a distância entre as notas em tons e semitons