quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ibanez ICT700 Iceman

Alguém já ouviu falar no termo "caroçar"?
O Abner, um grande amigo era vendedor de uma loja de games, e tinha uma coisa que o deixava completamente irritado. Sabe aqueles moleques que entram na loja, pedem pra ver tudo quanto é tipo de coisa, o vendedor perde umas 2 horas com os camaradinhas com a maior boa vontade e
no final das contas "filho da mãe" não compra uma bala. O Abnão ficava revoltado!!!
Mais porque "tsongas" eu to escrevendo isso aqui???
Depois que eu reativei o blog, eu me tornei "UM CAROÇADOR"!!! Vamos pensar um pouco: Eu tenho um blog sobre guitarra, esse blog precisa de material para postagens, e infelizmente eu ainda não tenho a disponibilidade de ter em mãos uns equipos legais para teste, então...
A diferença é que pelo menos uma palhetinha eu compro pra não sair de mãos abanando né.
E a um tempo atrás estava assistindo alguns vídeos do Mr. Big no youtube, e em um determinado video (que por sinal nunca mais achei) Paul Gilbert estava empunhando uma guita diferente das tradicionais IBANEZ PNG. Era também uma Ibanez, mais com um corpo com desenho exótico, e um timbre venenoso, na hora fui pesquisar que guitarra era aquela, quanto custava e se eu iria conseguir testá-la em algum lugar.



A Ibanez ICT700 me encantou, foi amor a primeira vista e quando tive a oportunidade
de ir na Teodoro Sampaio (não se trata da dupla sertaneja e sim da rua que é o paraíso dos músicos...) já fiquei com as lombrigas assanhadas para "caroçar" essa maravilhosa guitarra.
Como estava procurando um pedal passamos por várias lojas, o pedal eu até achava, mais a guitarra tava difícil, porém quando cheguei na TANGO lá estava ela, e pode ter certeza que não me fiz de rogado em pedir para testar o pedal com ela.
A que eu vi com o Paul era branca, e a que tinha na loja era preta, mais isso não foi
problema pois se alguém me perguntar qual a mais bonita eu ficarei indeciso.

O TESTE:



Com o lançamento da série X “Xiphos” a Ibanez introduziu novamente em sua linha de guitarras os corpos de desenhos não-tradicionais.
A ICT700 “Iceman” é uma guitarra com design exclusivo e já consagrado no mundo do rock/pop e usado diversos guitarristas de renome.
Meu teste foi singelo, mais já deu pra tirar algumas conclusões legais, como por
exemplo sentir o conforto do braço Wizard II 5pçs em Maple c/ Walnut, o desenho do
corpo faz com que o braço de 24 trastes e 25,5'' pareça gigante quando você está com
a guitarra nas mãos, dá até impressão de estar segurando um baixo e não uma guitarra.
A madeira do corpo é o mogno, madeira originária principalmente da América do Sul.
O Brasil é uma das grandes fontes de mogno do mundo, porém sua exportação é controlada pelo governo brasileiro o que acaba aumentando o preço da madeira e
consequente da guitarra, também torna a guita um pouco pesada, mais uma diferença
que não é tão brusca comparada a outras guitarras como por exemplo uma LesPaul.
O captador do braço é um DiMarzio® Air Norton S™ que gera um som bem aveludado e distinto, na ponte um DiMarzio® D-Activator ™ se encarrega de despejar potência para solos, é impressionanteee o que se consegue com um pouquinho de drive, um som cortante e com uma definição perfeita, a ponte é uma Gibraltar Custom e o hardware é todo black.
Tem 1 controle de volume muito bem localizado, 1 tone e uma chave de 3 posições.



Na expomusic fiquei atento para ver se conseguia vê-la. Assim que vi estande da
Ibanez meus olhos brilharam. Sai quase que correndo para o encontro da maquina e
chegando lá tive um grande alegria e depois uma profunda decepção. A ICT700 estava lá, toda linda e imponente, porém, algemada no estande para que os tarados de plantão
não pudessem apreciar seu som.

A única lembrança que fiquei dela foi a foto abaixo:



Para quem gosta de guitarras diferentes vale muito a pena, pois a menina fala alto mesmo!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

The Champion!!! Kiko Loureiro

Bom dia galera!!!
Primeiro gostaria de agradecer a todos que participaram de nossa enquete sobre quem é o melhor guitarrista Brasileiro na atualidade. Também gostaria de pedir desculpas para a galera que acompanha o blog, pois as vezes ficamos 2 ou 3 dias sem postagens novas, o fato é que eestou sem internet em casa e a maioria de minhas postagens são feitas do celular e isso faz com que o tempo para editar uma postagem legal se estenda bastante.
Voltando ao assunto "Enquete", vamos aos resultados:

Com 31% dos votos validos nosso campeão foi Kiko Loureiro junto com o mestre Chimbinha.
Nosso querido Juninho Afram ficou em segundo com 27%, em terceiro com 9% ficaram Rafael Bittencourt, Faiska e Gustavo Guerra, alguns brothers acham que nenhum dos relacionados merecem essa consideração. Outro que foi lembrado foi Andreas Kisser que conquistou 4% dos votos.

Como a idéia era fazer um post digno de campeão,vamos conferir uma super entervista feita pela equipe da Guitar Player com esse super Guitar Hero Brasileiro.
Obs: "Como o nosso eterno mestre dos riffs super elaborados Chimbinha não nos consedeu uma entrevista exclusiva, seus milhares de fãs não terão a oportunidade de conhecer mais sobre suas influências e tecnicas animais".
Muitas perguntas vêm a tona quando o assunto é Kiko Loureiro. Como ele conseguiu ser um guitarrista brasileiro premiadissimo no exterior? Qual o segredo de sua técnica? Como ele conquistou o respeiro dos músicos de Jazz? Que caminhos ele trilhou para ser o músico bem-sucedido que é? Como ele está conseguindo penetrar no difícil mercado norte-americano? O que ele tem que outros guitarristas talentosos não tem?
Reforçados por Mozart Mello que já foi professor de Kiko, a equipe da GP formou uma verdadeira mesa redonda afim de responder essas perguntas.
Quem entra na casa de Kiko logo percebe que ali vive um guitarrista dedicado. A casa respira música. A primeira coisa que se vê na sala de visitas é um belissímo piano de um quarto de cauda - que não está lá apenas de enfeite como comprovou Loureiro ao executar um peça com surpreendente desenvoltura. Na estante, troféus que ganhou em premiações de publicações japonesas de rock. Na mesa de centro, livros de Hermeto Pascoal, Tom Jobim e sobre guitarras elétricas convivem pacificamente. Percebe-se também que trata-se do lar de um músico viajado - objetos das mais diversas regiões do planeta enfeitam o ambiente. Marcas de quem se dedica de corpo e alma ao ofício e conduz a carreira com seriedade.
Lá estavamos diante de um músico que se deu bem na profissão, tanto como guitarrista de banda, artista-solo e até mesmo sideman. Levantamis os principais pontos de sua carreira durante a entrevista que mais pareceu um bate-papo descontraído. Talvez nem o próprio Kiko sabia direito como construiu uma trajetória sólida desde que gravou o primeiro disco com o Angra, em 1993, até os dias de hoje, afinal, não existe formula para o sucesso. Cada ser humano tem a sua história, mas podemos detectar em Loureiro características comuns aos grandes guitarristas do mundo: dedicação extrema ao instrumento, profundo amor pela música, profissionalismo e coragem de aproveitar as oportunidades e enfrentar desafios, por mais difíceis que possam parecer.

GP: A que você atribui todo esse sucesso?
Kiko: Palavra sucesso é relativa. Para alguns, sucesso é tocar diante de 100 mil pessoas. Para outros, é tocar aquilo que gosta. Considero o fato de tocar aquilo que quero e viver de música, o que é difícil de fazer no Brasil. Isso se deve a eu estar sempre correndo atrás de trabalho e, às vezes, deixando de fazer muita coisa na vida para me dedicar a isso.

GP: Qual foi o ponto de partida de sua carreira profissional?
Kiko: Foi quando o Mozart me indicou para fazer uma videoaula sobre guitarra rock, por volta de 1993. eu rea aluno dele, assim como tantos outros, e o Angra ainda estava gravando um demo.

Mozart Mello: Também teve a banda Clave de Sol. O Beto, vocalista, me procurou dizendo que o edu Ardanuy estava saindo e indiquei o Kiko. Ele foi profissional: tirou todas as músicas e foi fazer o teste. Não basta tocar bem, é preciso também postura profissional.
Kiko: Se o combinado é tocar determinadas músicas para um teste, você deve aprender as canções e não ficar naquelas de "damos um jeito no ensaio". Precisa ter disciplina. quando comecei a fazer aulas copm o Mozart, eu estudava para ser um profissional e não para ser famoso. Queria aprender de tudo um pouco, pois achava que seria necessário.

GP: Como organizava seus estudos?
Kiko: Eu já era metódico, mais acho que o estudo da guitarra me deixou ainda mais. Naquela época em que estudava bastante, entre meus 16 e 18 anos, eu dividia o meu tempo da semana para tentar incomporar todos os assuntos relacionados à música. Tem que ser organizado.

GP: Você consegue manter um ritmo hoje em dia?
Kiko: Tenho uma agenda que faz parte dessa organização. Sei os dias em que estarei em casa e os que não estarei, e assim consigo me programar para compor ou estudar. Você cria um hábito de estar sempre conectado ao aprendizado de música, seja lendo livros e revistas ou ouvindo e tocando. Sempre tento manter um violão por perto.

GP: Com uma agenda tão puxada, como encontra tempo para família e amigos?
Kiko: Tenho que me virar. em relação à família, dá-se um jeito. Mas, às vezes, fico meses sem sem ver ninguém da família. Meus pais, por exemplo, entram no Myspace para saber onde estou [risos]. Em relação aos amigos, você cria muita amizade na estrada, com músicos e a equipe das turnês.

GP: É você quem faz sua agenda?
Kiko: A agenda do Angra não, mas de meus workshops sim. Já tive pessoas me ajudando, mas no final das contas, sou eu que faço. Você precisa se dedicar a tudo o que acontece. Não é só tocar. Volta e meia, é preciso visitar os patrocinadores e saber das novidades, ou então visitar marcas de instrumentos ou a gravadora.

GP: Você se tornou um artista da guitarra. Isso foi algo planejado ou aconteceu naturalmente?
Kiko: Gosto de vários outros assuntos, como marketing e fotografia. Então, por exemplo, dou palpite no resultado das fotografias promocionais ou erclamo da cor usada na propaganda. Viro um cara chato, mas, no fundo, isso é cuidar da carreira. Não é nada forçado ou premeditado, é algo que gosto de fazer.

GP: Sua família apoiou sua decisão de deixar a faculdade de biologia da USP e de música na UNESP para se tornar músico?
Kiko: Já havia algumas coisas acontecendo: eu dava aulas, tinha feito a videoaula, o Angra... Não surgiu do nada. Meus pais me viam sempre muito dedicado. Minha família me apoiou pelo fato de pagar aulas desde de meus 11 anos. Mas, claro, havia sempre aquela coisa de ter que fazer uma faculdade, mesmo que de música.

GP: Em que guitarristas você se espelhava?
Kiko: Nunca fui de tirar nota por nota as músicas dos guitarristas que admirava. Não tinha muita paciência. Eu tirava algumas frases e procurava aprender os macetes deles. Não precisa aprender nota por nota, mais sim o estilo. Dessa maneira, a partir de algum momento, seu jeito de tocar começa a adquirir uma forma.

GP: Seu trabalho no Angra e seus projetos-solo são endereçados a públicos completamente distintos. Como encara isso?
Kiko: Já fui mais preocupado com isso. O Angra sempre teve certo pensamento libertário nesse sentido, e meu trabalho-solo tem cada vez mais. Acredito que o público é bem menos segmentário do que pensamos. As pessoas estão sempre abertas a boa música.

GP: E quanto às diferenças de performancede palco em situações tão distintas como estas?
Kiko: O Angra existe há tantos anos que nem penso nisso. É automático. Acredito que a parte de equipamento seja uma preocupação maior. Quando altero o estilo, tenho que buscar outro tipo de guitarra, encordoamento, timbragem, pedais etc.

Eu e o cabeça com o Kiko. Que chato hein!!!

GP: Fale dos euqipamentos que você tem usado.
Kiko: Faz tempo que eu uso guitarras Tagima, mas também experimentei modelos como Tele, Strato e de sete cordas, dependendo da necessidade. Nas gravações vario bastante de guitarra. Com o Angra, como estamos tocando um tom abaixo, uso .012. De palheta, uso a padrão de 1,14 mm. Em relação a efeitos, quando toco ao vivo com o Angra, uso delay, chorus e um pedal de distorção para boost. Na hora dos solos, conto com o técnico de som, que tem de conhecê-los, já que é ele que aumenta meu volume. No show do Neural Code, que é um trio, levo diversos pedais. Vira um laboratório de timbres porque, de repente, durante um solo de baixo, tenho de fazer a harmonia, e é quando dá pra fazer algo meio "espacial". Como só há bateria e guitarra, há muito espaço para você ouvir as idferenças de som.

Como de costume, vamos apreciar um video de nosso campeão!!!
Sucesso Kiko!!!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Furacão - Van Halen

Me apaixonei pelo som da guitarra através de meu tio que era e ainda é fã do Guns.
Como todo muleke que ouvi o timbre afiado e os riffs magistrais do "Cara da cartola", achei que Slash fosse o melhor guitarrista do mundo (apesar de ser um grande fã de seu trabalho e músicalidade, só depois que ganhamos maturidade músical entendemos que a guitarra não se classifica em melhor ou pior) e que nunca iria ver um guitarrista superar aqueles solos que eu imaginava que fossem impossíveis de serem tocados. O tempo foi passando e minha curiosidade em conhecer o novo foi crescendo, assim conhecí a "Donzela de aço", a galera de James Hetfield o "Madman" e outras bandas clássicas. Meu conceito sobre quem seria o "melhor guitarrista" começou a mudar.
Em 1996 aconteceu um fato chato com minha familia, onde um pilantra tentou desviar uns materiais ultilizando o barracão onde meu pai tinha uma oficina, e dentre os transtornos que esse fato gerou, algo de bom aconteceu. Depois que o material foi retirado ficaram algumas coisas "sem valor" no barracão e no meios desse objetos encontramos uma caixa com cd's. Tinha de tudo um pouco, de pagode à MPB, e lá fui eu garimpar algo de interressante para ouvir no primeiro toca cd's que tinha comprado com meu suado dinheirinho. Achei "O mundo ancantado" do Ultrage a Rigor, cd que eu guardo com carinho até hoje, também tinha um clássico de Zezé de Camargo & Luciano, esse fiz questão de quebrá-lo com muito, muito e muito carinho.

Quando tinha visto quase todas as caixinhas, vi uma capinha vermelha com faixas brancas e pretas intitulado "The Best of Both Words" de Van Halen. Foi uma baita sacanagem porque quando coloquei o disco pra rolar a primeira faixa foi Erupition, e cara, eu não tinha palavras para descrever o que havia escutado, só pra ter uma idéia eu ouvi a primeira faixa 6 vezes antes de passar para a segunda que era Its' About Time.
Assim como eu lembro de tudo isso, muitos guitarristas que já tocavam nos anos 70 também se lembram exatamente do momento que ouviram o Van Halen pela primeira vez. Como um vulcão em erupção, o homônimo disco de estréia da banda, lançado em 1978, capturou um espetáculo explosívo e impressionante: quatro rapazes cheios de adrenalina e loucos por diversão cujo o som era tão poderoso que levou a uma das mais incríveis ascensões da história do rock.

A banda que começou nos subúrbios de Los Angeles logo passou a realizar shows no Pasadena Civic Auditorium para mais de 3.000 pessoas, mesmo sem albúm gravadonem empresário. Em seguida, conseguiu um contrato com a Warner e, a partir daí, vendeu mais de 50 milhões de
discos apenas nos Estados Unidos. Em cada uma de suas fases, o som da banda partia de uma forte reconstrução do papel da guitarra no rock, graças a um gênio nascido na Holanda: Edward Lodewijk Van Halen.
Quando Neal Schon, do Journey, colocou o álbum VAN HALEN em um toca-discos, em 1978, ele se achou, pela primeira vez na vida, perdido tentando descobrir o que o outro guitarrista estava fazendo. Mais tarde, naquele ano, o Van Halen - com o vocalista David Lee Roth, o baixista Michael Anthony, o baterista Alex Van Halen e o irmão mais novo de Alex, Eddie - abriu para o Journey em uma turnê nos Estados Unidos. " Era como levar uma surra todas as noites", lembra shon, humildemente, sobre ter Eddie em sua turnê. "Ronnie Montrose também estava abrindo e ele odiava tocar entre os dois grupos. Ru dizia a ele: 'Cara, ainda bem que é você que toca depois deles e não eu!'",
Joe Perry (Aerosmith) confessa abertamente que também "sentiu o calor" daquele furacão de Pasadena. " Sozinho, Eddie levou a a guitarra a outro patamar", reflete o músico décadas depois. "Éramos os headliners consagrados dos estádios e lá estavam aqueles jovens iniciantes, prontos
para pegar nosso lugares. O impressionante em Van Halen era que ele tocava coisas que eu já havia ouvido antes, mas, mesmo assim, tudo soava muito novo. Por exemplo aquele som de eco de fita [no final de ERUPITION] era um velho truque que eu nunca teria feito. Mas Eddie era da
geração seguinte, e tudo era novidade para ele. Eddie estava tocando para uma nova geração de garotos que não cresceram ouvindo essas coisas, portanto, ele foi muito esperto ao usar truques como esse com sua naturalmente brilhante maneira de tocar. De repente, Eddie iniciou um movimento de novos guitarristas na Costa Oeste dos EUA".
Esse movimento começou com um garoto no porão de sua casa absorvendo quase todas as tendências imagináveis da guitarra, construindo suas próprias guitarras híbridas, levando o blues rock a temperaturas mais altas e a velocidades supersônicas, desenvolvendo revolucionárias técnicas de guitarra rock e criando o mais impressionante e inspirador timbre desde Hendrix.

Esse garoto era, e ainda é, Eddie Van Halen!!!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Teste - TC Eletronic Polytune

Esse fim de semana eu e o famoso "Cabeça" meu companheiro das seis cordas na banda da IBD, fizemos uma constatação importante. Ele tem um afinador tipo "clipe" (aquele que você prende na mão da guitarra e capta a vibração das cordas para afinar), que pela funcionalidade é até legal, porém não passa muita confiança, pelo menos pra mim. Eu tenho uma afinador digital da "Michael" que já deve ter uns 6 anos de vida, ele funciona direitinho tem a opção de ser ligado em linha, porém nem sempre o que reluz é ouro (ditado original esse ai neh...). Quando ligado em linha é perceptível a perda de mais de 40% de sinal de guitarra. Sou meio bitolado nesses lance de afinação, sempre fico preocupado se depois que toquei a primeira música minha guitarra ainda está afinada, a floyd rose da minha guita é bem confiável, mais mesmo assim não confio totalmente, e é impossível entre as músicas desplugar a guitarra da pedaleira, plugar no afinador, afinar e depois plugar de volta na pedaleira. E é ai que entra a "constatação importante", precisamos de um afinador bypass pra colocar na pedaloca.

Vamos pesquisar!!!

Danelectro dj-25 - Por volta de R$165,00
Fender PT 100 - Por volta de R$220,00
Artec - (Esse nuca ouvi falar) - R$239,00
Boss TU 2 - Por volta de R$320,00
Behringer TU300 - R$170,00

Mais a cereja do bolo ainda estava por vir...

A TC Eletronic criou um afinador polifônico que permite atacar as seis cordas soltas simultâneamente e ver quais estão afinadas e quais estão desafinadas. Essa latinha funfa com guitarras e baixos, e automaticamente, determina se você esta afinando cromaticamente (atacando uma única corda) ou polifonicamente. Em modo cromático, ele oferece displays tipo agulha ou LEDs que se movem para direita ou esquerda, mostrando se você esta abaixo ou acima da nota correta. Com alcance de afinação de 435Hz a 445Hz, bypass verdadeiro, afinação silenciosa (o sinal para o amp é cortado quando o pedal é ativado), jack de saída de 9 volts para alimentar outros pedais, entrada USB para futuras ultilizações, um útil alerta "BATT" que indica quando a bateria está ficando fracae um impressionante LED brilhante com uma função automática de escurecimento do display, que ajuda a economizar bateria quando a iluminação máxima é desnecessária.
Achei no mercado livre por R$290,00, e pelos benefícios que ele oferece com certeza vale a pena.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E aew galerinha!!!
Confiram no blog do nosso brother Dii Macedo Cordas Elétricas uma super matéria sobre o "Destrinchador do baixo elétrico" Jaco Pastorius.
Pra quem gosta de virtuosismo é um prato cheio...

Só pra da uma instigada, confiram abaixo um vídeo desse mago das 4 cordas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Entrevista com Jason Becker

Boa tarde galera!!!
Vou ressuscitar um rascunho que meu brother Adriano "Toper Breath" tinha deixado a um tempo atrás aqui no ATG.
O vídeo do fim do post, dedico ao Célião "Cabeça" que agora ta ralando nos arpeggios com o grande fera Léo Gonzales como professor. Abração Léo.

Os caras do site Metal-Blast fizeram uma entrevista com o lendário guitarrista Jason Becker e você confere aqui no ATG, a tradução dessa entrevista na íntegra!

Que inacreditável isso, não?
Jason Becker, mestre da guitarra, inspiração em todos os níveis e ele também é, de fato, um cara muito legal!
Nós primeiro contactamos sua mãe, Pat, em Janeiro, se Jason estava em condições para fazer isso, e até mesmo, já esperavamos, e entederíamos se ele recusasse. Mas para nossa sorte, ele topou!
Como a maioria de vocês sabem/deveriam saber, Jason sofre de ALS, uma doença que faz todos os seus musculos desaparecerem.
Jason tinha 17 anos de idade, quando foi notificado pelos médicos que ele viveria mais alguns anos, apenas, e que essa doença era fatal.
Jason provou que eles estavam errados, e é um exemplo para todos nós.
Essa doença trouxe muitas despesas, então por favor, compre as músicas de Jason. Assim você consegue excelentes músicas e ainda rende uma grana com alguém que não vai gastar com coca-cola e nem com carros italianos.

Agradecemos a mãe de Jason, por acertar essa entrevista e um enorme obrigado a Jason por responder tudo, sendo muito legal conosco.
...então sem demais, aqui está a entrevista!

Jason Becker e seu amor pela guitarra

1. Ei Jason, como você tem estado ultimamente ?

Você está desinformado hein cara! Eu apenas tenho sido assustador. Brincadeira. Eu estou trabalhando no "Jason Becker Collection" CD com duas novas músicas. Eu também estou trabalhando duro em minha autobiografia.

2. Como você tem se sentido ultimamente, teve algum progresso?

Eu estou me sentindo muito bem. Nenhuma melhora, mas também nenhum regresso, então me sinto abençoado.

3. Para os leitores que podem não saber, por favor diga-nos o que é a ALS, e o que ela fez para você. E como a ALS é diferente de sofrer paralisia em um acidente? Como você se sente quando alguém o toca ?

ALS é uma doença neuromuscular. Eu lentamente fui ficando paralisado. Isso não afetou meus pensamentos ou sentimentos físicos completamente. Eu acredito que isso se deve ao músculos esquentarem tanto que vão ficando fracos até desaparecerem; Ninguém sabe a causa com certeza.

4. Desde 1997, você tem estado no peso e recuperou o uso de alguns musculos. Como isso tem sido possível ?

Eu acho que é por causa que eu tenho um tubo na garganta para respirar e um Tubo G no estômago para comer/beber. Antes de me alimentar pelo tudo eu não podia comer muito porque isso levava muito tempo. Meus músculos da boca são fracos.

5. Fale um pouco sobre amizades e diga-nos sobre como eles o ajudaram e te influenciaram até a última década ou até então.

Eles me mostraram que no fundo os ensinamentos de religiões são os mesmos. As diferenças não são importantes. Eles também ensinaram como meditar e me aproximar de Deus. Eu aprendi como ser mais compassivo e grato.

http://www.metal-blast.com/metalblast/interviews/jason_becker_interview.html

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Guitarristas Brasileiros - Faiska

Para a minha surpresa, quando lí algumas coisas sobre esse que em minha opinião é um dos maiores guitarristas do Brasil, descobri que quando criança ele, assim como eu, pegava a tampa da panela de pressão e se imaginava com uma guitarra nas mãos.
No dia 13 de outubro de 1966, José Eduardo completou 11 anos, ganhou seu primeiro violão e começou suas aulas de música. Na verdade, meia duzia de aulas foram o bastante para aprender alguns acordes e começar a caminhar sozinho - ou quase. Desafinava propositalmente seu Giannini n°8 para visitar Oswaldo Malagutti, fundador do grupo Pholhas afim de aprender mais uma música dos Beatles.
Aos 13 anos, já tocando em festivais de bairro em São Paulo e acompanhando uma colega de classe que imitava a cantora Wanderléa, José Eduardo já estava no caminho, sem volta, para a música. Para ser Faiska. Aos 17 anos, com ajuda do amigo e baterista Franklin Paolilo (ex-Tutti Frutti e Raul Seixas), entrou para a banda de Eduardo Araújo e Silvinha, de onde só saiu para tocar com o Zappa, uma das mais importantes bandas cover dos anos 70, onde encontrou o até hoje grande amigo e guitarrista Álvaro Gonçalves.

Faiska ficou no Zappa até 1979, fazendo paralelamente suas primeiras gravações com outros músicos. Entrou então para o Joelho de Porco. Dividir palco com Tico Terpins e Zé Rodrix trouxe a Faiska a oportunidade de gravar jingles publicitários de marcas importantes - entre elas, Casas Pernambucanas, Duracell, McDonald’s e Playcenter. No início dos anos 80, Faiska participou das gravações do primeiro disco do Tokyo, banda do cantor Supla, e da música “Voltei pra Você”, do amigo e compositor João Paulo.
Os anos 80 serviram para solidificar a carreira de Faiska. Entre os grandes momentos está a bem sucedida participação no Festival dos Festivais, da TV Globo, em 1985, com o Zona Sul -formada também por Rubinho Ribeiro (voz), Álvaro Gonçalves (guitarra), Celso Pixinga (baixo) e Carlinhos Bala (bateria). Com o fim da banda, Faiska passou a acompanhar artistas de diversos estilos, o que o ajudou a tornar-se um dos mais completos guitarristas do país. A lista, hoje, é grande. E inclui, entre outros, Fabio Jr., Fagner, Os Incríveis, Leandro & Leonardo,
Ná Ozzeti, Ney Matogrosso, Rita Lee e Wanessa Camargo.
Em 1990, incentivado por Celso Pixinga, lançou o disco “Nevoeiro”. Era o que faltava para dar o pontapé na carreira-solo, que inclui também sete vídeo-aulas. Em 1994 foi a vez de “Stratosfera” e, após uma década de intervalo nas gravações-solo, em 2004 foi lançado “Bend”, o terceiro trabalho solo.

Em setembro do ano passado, tivemos a oportunidade de conhecer essa figura de perto em uma apresentação na EMT de Campinas. Solos arrepiantes, cheios de felling e com uma pegada diferente de tudo que estamos acostumados a ouvir por ai. Entre as músicas que tocou, a que mais chamou atenção foi TIETÊ RIVER BLUES. A explicação sobre o título desse blues foi a seguinte - "Já que os bluseiros americanos podem usar os nomes de seus famosos rios em suas músicas, como por exemplo "MISSISSIPPI RIVER BLUES" de Big Bil Broonzy, porque eu não posso usar o nome do rio mais famoso de São Paulo?".
Quando sua apresentação acabou, Faiska se sentou bem ao nosso lado, perto da mesa de iluminação para assistir a apresentação de Sidnei Carvalho e Alex Martinho. O cara ficou bagunçando o tempo inteiro como se fosse um menino se divertindo com um brinquedo novo, nós alhavamos para ele caia na risada, simplicidade total.
Quem é ele, afinal?
Nome: José Eduardo Fernandes Borges
Quem? Faiska!
Data e local de nascimento: 13 de outubro de 1955, em São Paulo (SP)
Algumas influências: Jeff Beck, Scott Henderson e Richie Blackmore.
Time de futebol: Corinthians
Comida: Churrasco, massas e junkie food.